Espanha diz que “as coisas não vão bem” e apela à consciencialização
20 de ago. de 2020, 20:25
— Lusa/AO online
“Que
ninguém se engane: as coisas não vão bem […]. Não podemos deixar que a
situação nos escape outra vez”, avisou Fernando Simón, em conferência de
imprensa. O médico responsável por
acompanhar a evolução da pandemia de covid-19 sublinhou a gravidade da
situação epidemiológica em Espanha, embora grande parte dos novos casos
sejam assintomáticos e as taxas de hospitalização e mortalidade
inferiores às registadas durante o pico da doença. Conforme
notou este responsável do centro de alertas sanitários, o principal
risco é que os hospitais voltem a ficar sobrecarregados.Fernando
Simón apelou ainda aos influenciadores sociais para que sensibilizem a
população, nomeadamente, para que os jovens, faixa que concentra o maior
número de novos contágios, tenham contenção nos festejos. “Todos os que têm influência sobre a população devem contribuir para a consciencialização”, sublinhou. Na
sexta-feira, Espanha decidiu encerrar as discotecas e proibir o fumo na
rua, caso a distância de segurança de dois metros não seja respeitada.
Esta quarta-feira, o país totalizou mais
3.349 novas infeções relacionadas com a covid-19 em 24 horas, subindo
para 377.906 o total de casos registados no país. Nos últimos sete dias contabilizaram-se 122 mortes, acima das 12 verificadas em julho, enquanto o total ascende agora a 28.813.A
pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 787.918 mortos e infetou
mais de 22,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um
balanço feito pela agência francesa AFP.A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.Depois
de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o
continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais
mortes.