Governos central e local adiam homenagem às vítimas marcada para 31 de janeiro
Espanha/Acidente
Hoje 11:58
— Lusa/AO Online
A
decisão prende-se com o facto de um número significativo de famílias
das vítimas do acidente, que aconteceu a 18 de janeiro, não conseguirem
estar presentes na cerimónia no dia 31 de janeiro e de outras
preferirem que o momento aconteça mais tarde.Perante
esta situação, o governo central e o governo da Andaluzia acordaram
adiar a cerimónia de homenagem às vítimas do acidente para nova data a
ser ainda definida.Um comboio de alta
velocidade descarrilou, tendo uma outra composição, que passou em
sentido contrário 20 segundos depois, chocado com carruagens do primeiro
comboio que se tinham atravessado na linha.O acidente causou 45 mortos e perto de 150 feridos.O
descarrilamento do comboio de alta velocidade Iryo terá sido provocado
por uma “fratura do carril”, segundo o relatório preliminar da comissão
independente de investigação do acidente.Após
a divulgação do relatório, o ministro dos Transportes, Óscar Puente,
disse que todas as inspeções tinham sido respeitadas na linha e que as
fissuras nos carris eram habituais. Mas, houve “muito má sorte” no caso
de Adamuz, considerou.A 21 de janeiro, o
primeiro-ministro, Pedro Sánchez, e o presidente do governo da
Andaluzia, Juanma Moreno, acordaram realizar a 31 de janeiro em Huelva,
onde residia metade das vítimas mortais do acidente, uma homenagem de
Estado às vítimas da tragédia ferroviária de Adamuz, na província
andaluz de Córdoba.Os dois governos, em
comunicados praticamente idênticos e divulgados simultaneamente,
explicaram que Pedro Sánchez e Juanma Moreno tinham trocado informações
sobre a assistência às vítimas e a evolução dos trabalhos na zona do
acidente. Embora fontes do governo central
tivessem avançado na terça-feira a intenção de realizar um funeral de
Estado, apontaram a necessidade de se esperar que todos os corpos fossem
recuperados e identificados, e lembraram a necessidade de se coordenar
agendas com a Casa Real.