Escolas mantêm-se abertas em "pleno funcionamento"
Covid-19
13 de jan. de 2021, 19:36
— Lusa/AO Online
"Vamos
manter a escola em funcionamento e esta é a única, nova e relevante
exceção", disse o primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião
do Conselho de Ministros, durante a qual foram decididas as novas
medidas do novo confinamento."Iremos
manter em pleno funcionamento todos os estabelecimentos educativos como
tem estado a funcionar até agora", acrescentou, sublinhando que nesta
decisão foram ouvidos pais, encarregados de educação e diretores
escolares.Segundo um documento distribuído
durante o ‘briefing’ do chefe do Governo, a medida aplica-se a creches,
escolas e universidades.António Costa explicou que a medida se prende com “a necessidade de não voltar a sacrificar a atual geração de estudantes”.Já
na terça-feira, o ministro da Educação tinha defendido, no parlamento, a
manutenção das aulas presenciais, referindo que o ensino à distância
prejudica as aprendizagens dos alunos, em especial os mais carenciados.Hoje
António Costa voltou a salientar os impactos negativos do ensino à
distância: “Depois de avaliarmos bem as consequências irrecuperáveis
para o processo educativo que a interrupção letiva das atividades
presenciais teve no ano passado, não podemos voltar a repetir este ano a
mesma regra”.O primeiro ministro prometeu
que os estabelecimentos de ensino iriam estar abertos “com as cautelas
que tornaram a escola segura”.António
Costa reconheceu que o “tema divide a comunidade científica, mas une a
comunidade educativa”, referindo-se aos representantes dos pais e
encarregados de educação assim como dos diretores escolares.Na
terça, o primeiro-ministro e líderes partidários estiveram reunidos com
especialistas para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em
Portugal, não havendo consenso entre os peritos quanto à melhor solução
para as escolas."Estamos a viver o momento
mais perigoso, mas também um momento de mais esperança", afirmou
António Costa, pedindo às pessoas se fixem na regra de "ficar em casa" e
não nas exceções. O nono Estado de
Emergência foi aprovado hoje no parlamento e entra em vigor na
quinta-feira, mantendo-se em vigor até 30 de janeiro.Portugal
ultrapassou hoje os 500 mil casos de infeção com o novo coronavirus
registados desde o início da pandemia, em março de 2020, segundo a
Direção-Geral da Saúde (DGS).De acordo com
o boletim epidemiológico da DGS, com o registo de 10.556 novos casos
nas últimas 24 horas, Portugal atingiu hoje os 507.108 casos confirmados
de infeção com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.