Erdogan pede expulsão do partido curdo PKK do Iraque
23 de abr. de 2024, 11:59
— Lusa/AO Online
"Discutimos
as medidas conjuntas que podemos tomar contra a organização terrorista
PKK e os seus afiliados, que atacam a Turquia a partir do território
iraquiano”, afirmou Erdogan em conferência de imprensa conjunta com o
primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Shia al-Sudani, segundo a agência
oficial de notícias turca, Anatolia.O
líder turco destacou a declaração do PKK como uma organização proibida
no Iraque, desde o mês passado, e assinalou: “Partilhei com os meus
homólogos que acredito que a sua presença em território iraquiano
terminará o mais rapidamente possível". Neste
sentido, Erdogan manifestou a disposição da Turquia em “oferecer o seu
apoio ao Iraque para atingir este objetivo”, noticiou, por sua vez, a
televisão turca Rudaw.Al-Sudani destacou
que “o Iraque não permitirá que o seu território seja utilizado para
atacar os seus vizinhos” e sublinhou que a Constituição do país é
respeitada. “A segurança do Iraque e da
Turquia é indivisível. A segurança e a cooperação bilateral são
importantes para a região”, defendeu.Erdogan
também se referiu às relações económicas bilaterais e manifestou o
desejo de aumentar o comércio entre os dois países, que em 2023 foi de
20 mil milhões de dólares (18 mil milhões de euros).Ambos
os líderes discutiram investimentos em infraestruturas, como o Projeto
de Desenvolvimento Terrestre Iraquiano, que visa fazer a ligação à
fronteira com o Iraque por via rodoviária e ferroviária, iniciativa em
que também participam os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, e ainda
cooperação no setor hídrico. No total, al-Sudani e Erdogan assinaram mais de 24 memorandos de entendimento.Na
sua visita ao Iraque, o Presidente turco planeia visitar Erbil, capital
da região autónoma do Curdistão iraquiano, onde se reunirá com os
líderes das formações curdas que governam este território.Desde
que o PKK pegou em armas em 1984 para exigir a independência no sudeste
turco, de maioria curda, mais de 40 mil pessoas perderam a vida. A
Turquia ataca frequentemente grupos relacionados com o PKK na Síria e
também no Iraque, razão pela qual Bagdade tem denunciado violações da
sua soberania.