Equipamentos do hospital modular de Ponta Delgada vão custar 10,9 ME em 'renting'
18 de out. de 2024, 17:02
— Lusa/AO Online
“No
total, até 2027 estamos a falar de um valor de 10,9 milhões, que não é um investimento perdido, na medida em que todos
esses equipamentos transitarão para o novo HDES”, afirmou aos
jornalistas a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica
Seidi.O Conselho de Governo, reunido na
quarta-feira, na cidade da Horta, aprovou uma resolução que autoriza a
despesa e contratação, por ajuste direto, do fornecimento e montagem de
vários equipamentos para o hospital modular construído na sequência do
incêndio que afetou o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta
Delgada, no início de maio.Em causa estão
uma solução integrada de monitorização, equipamentos destinados ao bloco
operatório, um sistema de ventilação, monitorização de ressonância
magnética, ventilação de intensivos e uma solução transversal de
ecografia.Serão também instalados
equipamentos de neonatologia, anestesia, imagiologia, material de uso
clínico, pendentes de cuidados intensivos, torres de
videocirurgia/laparoscopia e uma solução integrada de terapia de
infusão.Mónica Seidi explicou que a
estrutura “requer ser equipada para que entre em funcionamento pleno” e
disse que o sistema de ‘renting’ “vai permitir equipar na totalidade o
hospital modular com equipamentos de topo de gama”.Segundo
a governante, a região vai “pagar uma renda mensal” por estes
equipamentos, que “engloba garantia, manutenção, formação aos
profissionais de saúde, assistência técnica e um 'upgrade' ao nível do
'software' e do 'hardware'”.“Não é um
investimento perdido, é um investimento que fazemos e, ao haver a
transferência para o novo HDES após a sua requalificação, há a
possibilidade de transportar esses equipamentos, fazer a atualização, se
já existirem no mercado equipamentos mais modernos e mais capazes, sem
que haja mais custos para a região”, frisou, sublinhando que os
equipamentos do hospital “estavam completamente obsoletos”.O
investimento integra as despesas decorrentes do incêndio no HDES,
consideradas elegíveis para comparticipação a 85% pelo Governo da
República.“A questão do hospitalar modular
e naturalmente o seu apetrechamento com equipamentos está associada aos
valores que a República continuará a eleger”, assegurou Mónica Seidi.Na
quarta-feira, foi publicada uma resolução do Conselho de Ministros que
estabelece a transferência de um valor até 20 milhões de euros para o
Orçamento da Região Autónoma dos Açores, destinada ao “restabelecimento
da normalidade assistencial e à continuidade da prestação de cuidados de
saúde à população açoriana no Hospital do Divino Espírito Santo de
Ponta Delgada”.Segundo a secretária
regional da Saúde, os equipamentos serão instalados “a breve prazo” no
hospital modular, que deverá estar a funcionar em pleno “até ao final
deste trimestre”.“A nível da imagiologia,
nós não temos um aparelho de TAC [Tomografia Computorizada], que
atualmente é essencial para o funcionamento normal de qualquer urgência.
Com a instalação de todos os equipamentos, isso tudo será naturalmente
ultrapassado”, apontou.Ainda assim, Mónica
Cedi apelou aos utentes para que, em situações de “aparente doença
menos grave”, se dirijam aos Serviços de Atendimento Urgente (SAU) dos
centros de saúde da ilha de São Miguel.