Equipa médica acusada de homicídio doloso de Diego Maradona
20 de mai. de 2021, 11:28
— Lusa/AO Online
Com
esta mudança de qualificação, o Ministério Público argentino entende que
a morte de Diego Maradona, 25 em novembro de 2020, aos 60 anos, não é
fruto de falha profissional ou negligência da equipa clínica, mas que os
médicos e os cuidadores não fizeram nada para a evitar.O
agravamento das acusações está ligado à publicação, no início de maio,
de um relatório pericial, que concluiu que Maradona tinha sido
“abandonado à própria sorte” pela equipa de saúde, cujo tratamento
“inadequado, deficiente e temerário” levou a uma agonia lenta. “Foram
ignorados os sinais de perigo de morte que apresentava”, estimam ainda
os vinte especialistas, entre os patologistas forenses que realizaram a
autópsia e especialistas de várias disciplinas médicas, e os cuidados de
enfermagem prestados foram “marcados por deficiências e
irregularidades”. Maradona, que sofria de
problemas renais, hepáticos e cardíacos, morreu de ataque cardíaco a 25
de novembro de 2020, em casa, poucas semanas depois de ter sido
submetido a uma cirurgia ao cérebro para extrair um coágulo sanguíneo. Tido
como um dos melhores futebolistas da história, a carreira de Maradona,
entre 1976 e 2001, ficou marcada pela conquista, pela Argentina, do
Mundial de 1986, no México, e pelos dois títulos italianos e a Taça UEFA
arrebatada ao serviço dos italianos do Nápoles.