Época de sonho de Sinner coroada com defesa bem-sucedida de título na Taça Davis
25 de nov. de 2024, 10:45
— Lusa/AO Online
Estreantes
em finais da Taça Davis, os neerlandeses não conseguiram contrariar o
favoritismo de Itália, que juntou o cetro masculino ao alcançado há
quatro dias pela seleção feminina na Billie Jean King Cup, também em
Málaga, e ergueu pela terceira vez a emblemática ‘Saladeira’ (a outra
foi em 1976).O ponto decisivo foi,
inevitavelmente, conquistado por Sinner, que venceu Tallon Griekspoor,
por 7-6 (7-2) e 6-2, já depois de Matteo Berrettini ter ganhado a Botic
van de Zandschulp, pelos parciais de 6-4 e 6-2. Tallon
Griekspoor foi um ‘gigante’ diante do número um mundial, com um
impressionante registo de apenas seis derrotas numa temporada em que se
sagrou campeão do Open da Austrália e dos Estados Unidos, das ATP Finals
e de três Masters 1.000.As estatísticas
estavam contra si, mas o neerlandês esteve absolutamente irrepreensível
no seu serviço, não enfrentando qualquer ‘break-point’ no primeiro
parcial, ao contrário do número um mundial, que anulou dois no terceiro
jogo.Mas Sinner não é líder do ranking por
acaso e, quando precisou, elevou o nível do seu jogo para vencer
facilmente o ‘tie-break’ por 7-2. O 40.º
mundial pode, contudo, congratular-se por ter sido o único a ganhar seis
jogos ao italiano nesta edição da Davis, conseguindo ainda devolver um
‘break’ no quarto jogo do segundo set.Impassível,
o jovem de 23 anos reagiu prontamente e voltou a quebrar duas vezes o
serviço do neerlandês, para adiantar-se para inalcançáveis 5-2.O
triunfo era certo mas Sinner complicou a sua tarefa, desperdiçando três
pontos para fechar o encontro, num raro vislumbre de humanidade de um
campeão que raramente ‘treme’. “Se [a
Davis] não fosse importante, não estaria aqui. Significa muito para
mim”, assumiu já depois de ter mesmo selado o triunfo da sua seleção,
após uma hora e 31 minutos. Mostrando-se
“honrado” por integrar a equipa campeã, Sinner reconheceu ter sentido
uma pressão diferente, uma vez que a competição é “muito importante”
para o seu país, cuja vitória começou a ser construída horas antes. Num
Palácio dos Desportos Martín Carpena, em Málaga, vestido quase
integralmente de azul, Matteo Berrettini foi, tal como na véspera, o
escolhido para o primeiro encontro de singulares, diante de Botic van de
Zandschulp, o homem que ‘encerrou’ a carreira de Rafael Nadal.O
equilíbrio foi tal que apenas ao nono jogo apareceram os primeiros
pontos de ‘break’, após um jogo desastrado do neerlandês, que pareceu
acusar a pressão do momento e ‘entregou’ o seu serviço. O
35.º jogador mundial demonstrou ter aprendido com os erros da véspera,
quando perdeu o primeiro parcial da sua batalha com o australiano
Thanasi Kokkinakis depois de desperdiçar três ‘set points’, e fechou o
primeiro set com 6-4 a seu favor, após 40 minutos.Confiante
com a conquista, Berrettini entrou a dominar os pontos, particularmente
determinado, e logo no terceiro jogo passou para o comando do marcador e
não mais perdeu a vantagem.Consistente no
seu serviço, o italiano voltou a quebrar o 80.º jogador mundial e
festejou a vitória após uma hora e 16 minutos em ‘court’, ao impor-se
por 6-2 no segundo parcial.“Consegui lidar
bem com as minhas emoções bastante bem”, resumiu Berrettini, que
‘roubou’ a vaga nos singulares a Lorenzo Musetti, após o número dois
transalpino ter comprometido ao perder o seu encontro no embate com a
Argentina nos quartos de final.Depois de
ter perdido a final do ano passado por lesão e ter sido convocado à
última hora para esta Davis, o vice-campeão de Wimbledon em 2021 foi
agora fundamental na vitória da sua equipa, ganhando todos os encontros
que disputou.