Epidemiologista da OMS espera que "convivência" com a doença comece entre março e abril
Covid-19
31 de jan. de 2022, 16:52
— Lusa/AO Online
Em declarações à rádio
Catalunya, Alba Vilajeliu, epidemiologista e assessora global de saúde
da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou, no entanto, que o vírus
tem a capacidade de sofrer mutações, assim é necessário estar atento e
contar com sistemas de vigilância para se adaptar às novas
circunstâncias.No caso da sublinhagem BA.2
da variante Ómicron, Alba Vilajeliu declarou que esta não parece ser
relevante e que o cenário para a próxima primavera e verão será de
"convivência" com a Covid-19, mas será necessário proteger as pessoas de
maior risco (acima de 60 anos, gestantes e doentes crónicos) e evitar
que as hospitalizações aumentem muito.A
epidemiologista tem defendido, por isso, a manutenção de máscaras em
espaços interiores, as doses de reforço da vacina contra a Covid-19, o
distanciamento de segurança e ventilação.Vilajeliu
considerou que a opção de administrar uma nova vacina a cada seis meses
com base no surgimento de novas variantes "poderia ser uma das opções”,
mas ainda não há informações suficientes para seguir este caminho.A
assessora da OMS recordou que laboratórios Moderna e Pfizer já
"iniciaram estudos com vacinas adaptadas à Ómicron” e é preciso esperar
para verificar os resultados obtidos.