Envio de tropas norte-coreanas para a Ucrânia levaria a uma escalada na guerra
Ucrânia
21 de out. de 2024, 12:30
— Lusa/AO Online
“O
envio de tropas pela Coreia do Norte para combater com a Rússia na
Ucrânia marcaria uma escalada significativa” na guerra, declarou o
responsável da Aliança Atlântica na rede social X.“Conversei
com o Presidente sul-coreano [Yoon Suk Yeol] sobre a estreita parceria
entre a NATO e Seul, a cooperação da indústria da defesa e a segurança
interligada das [regiões] Euro-atlântica e Indo-Pacífico”, afirmou
Rutte.A Coreia do Sul convocou hoje o
embaixador russo em Seul para manifestar descontentamento com a decisão
de Pyongyang de enviar milhares de soldados para apoiar Moscovo na
guerra com a Ucrânia, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.O
vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kim Hong-kyun, expressou, em
comunicado, as “graves preocupações” de Seul sobre o recente envio de
tropas norte-coreanas para a Rússia e exigiu firmemente a retirada
imediata das forças norte-coreanas e a cessação da cooperação nesta
área.Kim Hong-kyun, transmitiu a posição
do Governo de Yoon Suk-yeol durante um encontro com o embaixador russo,
Georgy Zinoviev, segundo a agência Yonhap, citando fontes diplomáticas.Zinoviev
confirmou aos meios de comunicação social, à saída do Ministério dos
Negócios Estrangeiros em Seul, que se encontrou com Kim, mas recusou
responder a mais perguntas.Na sexta-feira,
o Serviço Nacional de Informações da Coreia do Sul (NIS) garantiu que
Pyongyang pretende enviar cerca de 12 mil soldados para a Ucrânia e que
1.500 já foram transferidos na semana passada para instalações militares
russas nas regiões de Primorye, Khabarovsk e Amur, no Extremo Oriente.As
autoridades ucranianas informaram que Moscovo planeia enviar cerca de
10.000 soldados norte-coreanos para a região de Kursk a partir de 01 de
novembro para conter os avanços ucranianos.Moscovo considerou uma farsa as acusações, enquanto Pyongyang está a ignorar a questão.Os
analistas consideram que este acordo entre a Coreia do Norte e a Rússia
está em linha com o tratado de parceria estratégica bilateral assinado
em junho e que apela à assistência militar mútua no caso de um dos dois
países ser atacado.