Enviado dos EUA reúne-se com Netanyahu após reabertura de Rafah
Médio Oriente
Hoje 17:59
— Lusa/AO Online
O local do encontro
não foi especificado, mas os meios de comunicação social israelitas
indicam que Witkoff visita Israel pela segunda vez em pouco mais de uma
semana.Durante uma deslocação anterior, em
24 de janeiro, o enviado dos Estados Unidos pressionou Netanyahu a
reabrir rapidamente a passagem de Rafah, em linha com o plano de paz
impulsionado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.Antes
da guerra na Faixa de Gaza, a passagem de Rafah desempenhava um papel
central para a população do enclave palestiniano, permitindo a
circulação de pessoas e de alguns tipos de mercadorias.Após
o ataque de militantes liderados pelo Hamas ao sul de Israel, em 07 de
outubro de 2023, que desencadeou o conflito, o Egito reforçou as
restrições na fronteira.O exército
israelita assumiu o controlo do lado palestiniano da passagem de Rafah
em maio de 2024 e esta permaneceu encerrada desde então, exceto por uma
breve reabertura no início de 2025.A passagem fronteiriça foi hoje reaberta, mas de forma condicionada e só para transeuntes.As
autoridades esperam que a reabertura facilite o acesso dos habitantes
de Gaza a cuidados médicos, viagens internacionais e visitas a
familiares.Cento e cinquenta pessoas foram
autorizadas hoje a sair da Faixa de Gaza pela passagem fronteiriça de
Rafah, nomeadamente 50 doentes com dois acompanhantes cada, disseram à
agência de notícias AFP três fontes oficiais egípcias na fronteira.Estas
mesmas fontes indicaram que outras 50 pessoas foram autorizadas a
entrar na Faixa de Gaza através da mesma passagem fronteiriça, que liga a
zona sul do enclave palestiniano ao Egito.O
número autorizado fica muito aquém dos cerca de 20.000 doentes e
feridos que necessitam de tratamento no estrangeiro, de acordo com o
Ministério da Saúde de Gaza.A fronteira
com o Egito, cuja reabertura total é exigida pela ONU e pelas
organizações humanitárias, deverá, no entanto, permanecer fechada por
enquanto à entrada de ajuda humanitária no território, devastado por
mais de dois anos de guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas.As
autoridades israelitas não indicaram quando poderá ocorrer uma
reabertura completa da passagem, afirmando apenas que as restrições
poderão ser gradualmente flexibilizadas se a atual fase for considerada
bem-sucedida.