Enviado de Trump promete “lei e ordem” após mortes em Minneapolis
Hoje 16:31
— Lusa/AO Online
“A segurança da população
é primordial”, afirmou Homan numa conferência de imprensa, a primeira
desde que foi enviado para o Estado do Minnesota.Homan
disse que a administração pretende prosseguir as operações de
imigração, mas sancionar agentes que não cumpram as regras, assegurando
que as ações serão “mais inteligentes” e direcionadas.A
cidade tem sido palco de forte contestação após a morte de Alex Pretti,
enfermeiro de 37 anos baleado no sábado por agentes da Alfândega e
Proteção de Fronteiras (CBP), e de Renee Good, morta a 7 de janeiro por
um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).Os dois agentes envolvidos na morte de Pretti foram suspensos, um procedimento descrito como normal pela CBP.Homan
afirmou ainda que haverá “em breve” uma redução do contingente de cerca
de 3.000 agentes federais destacados para a cidade, sem avançar
pormenores, e prometeu manter o diálogo com as autoridades locais.Na
quarta-feira, Trump retomou a retórica dura contra o presidente da
câmara democrata de Minneapolis, Jacob Frey, que declarou não aplicar as
leis federais de imigração, acusando-o de estar a “brincar com o fogo”.Frey
respondeu que a operação federal “não tem nada a ver com segurança ou
imigração”, classificando-a como “retaliação política”.Entretanto,
a contestação estende-se aos tribunais, com um juiz federal a proibir a
detenção de refugiados que vivem legalmente no estado sem estatuto de
residente permanente, e outro a considerar provável que o ICE tenha
violado múltiplas ordens judiciais.Num
contexto de tensão crescente, a deputada democrata do Minnesota Ilhan
Omar foi atacada na terça-feira por um homem armado com uma seringa
contendo um líquido não identificado, incidente que está a ser
investigado pelo FBI.