Entrega dos símbolos a Seul marca fecho da Jornada de Lisboa
JMJ
20 de nov. de 2024, 18:05
— Lusa/AO Online
A
entrega dos símbolos à capital da Coreia do Sul encerrará formalmente a
Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, com a delegação
portuguesa a congregar cerca de uma centena de pessoas, “entre jovens e
outros responsáveis da organização” da JMJ que teve lugar em Lisboa em
agosto do ano passado e que contou com a presença do Papa Francisco.“Todas
as dioceses portuguesas estarão representadas” na cerimónia de domingo,
avançou à agência Lusa fonte da Fundação JMJ Lisboa 2023, acrescentando
que “o maior grupo partirá do aeroporto de Lisboa, no sábado” de manhã.Integrados
na comitiva seguirão o cardeal Américo Aguiar, principal rosto da
organização da JMJ de 2023, o bispo auxiliar de Lisboa Alexandre Palma,
novo presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, o patriarca de Lisboa, Rui
Valério, e o bispo de Bragança-Miranda, Nuno Almeida, presidente da
Comissão Episcopal Laicado e Família (órgão da Conferência Episcopal
Portuguesa que coordena a pastoral juvenil nacional).“A
delegação portuguesa integra ainda vários padres e leigos que lideraram
áreas de organização da JMJ Lisboa 2023 e que lideram pastorais juvenis
de várias dioceses nacionais”, acrescentou a mesma fonte.A
cerimónia de passagem dos símbolos - cruz peregrina e ícone de Nossa
Senhora Salus Populi Romani – ocorrerá na Basílica de São Pedro, na
manhã de domingo, Dia Mundial da Juventude, durante a missa presidida
pelo Papa.A cerimónia de passagem dos
símbolos é simples, estando previsto que, no final da missa, os jovens
portugueses transportem a cruz e o ícone até à zona central da Basílica,
onde os entregarão aos jovens da delegação coreana.Com
3,8 metros de altura, a cruz peregrina, construída a propósito do Ano
Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de
Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí,
a cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a
levou a quase 90 países.“Foi transportada a
pé, de barco e até por meios pouco comuns como trenós, gruas ou
tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção
juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e
centros comerciais. No percurso enfrentou muitos obstáculos: desde
greves aéreas a dificuldades de transporte, como a impossibilidade de
viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis”, segundo uma nota
divulgada aquando da JMJLisboa2023, acrescentando que “em 1985 esteve
em Praga, na atual República Checa, na altura em que a Europa estava
dividida pela cortina de ferro, e foi aí sinal de comunhão com o Papa”.“Pouco
depois do 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova
Iorque, onde ocorreram os ataques terroristas que vitimaram quase 3.000
pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois de o país ter sido
assolado pela guerra civil”, adiantava a nota.O
ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria
com o Menino nos braços, tem 1,20 metros de altura e 80 centímetros de
largura, e está associado a uma das mais populares devoções marianas em
Itália.“É antiga a tradição de o levar em
procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr
fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria
Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um
ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica”, acrescentava
o documento.Lisboa recebeu a edição de
2023 da Jornada Mundial da Juventude, entre os dias 01 e 06 de agosto,
com as principais cerimónias a terem como palco o Parque Tejo, a norte
do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos
concelhos de Lisboa e Loures, bem como o Parque Eduardo VII, em Lisboa.Estima-se que cerca de 1,5 milhões de jovens de todo o mundo participaram na JMJ realizada em Portugal.As
JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do
encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.A
primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado por Buenos
Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver
(1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002),
Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013),
Cracóvia (2016), Panamá (2019) e Lisboa (2023).