Enfermeiros nos Açores com empregabilidade de 97,2%
18 de set. de 2019, 18:53
— Lusa/AO online
"Era importante alargar a
janela e a abrangência do estudo até dez anos", assinalou o presidente
do conselho diretivo regional da ordem, Luís Furtado, na apresentação à
imprensa do "Estudo de Empregabilidade dos Enfermeiros Açorianos
(2008-2018)".A recolha de dados decorreu
entre 01 e 31 de maio deste ano e visou os enfermeiros inscritos na
Ordem nos Açores entre 2008 e 2018, num total de 733 membros. Foram
validadas 580 respostas, a que corresponde uma taxa de resposta de
79,1%, com um nível de significância de 95% e uma margem de erro de 2%.No
que refere à situação laboral, a taxa de empregabilidade é de 97,2%, e
entre 2008 e 2018 "apenas um enfermeiro não tinha conseguido um único
emprego", frisou Luís Furtado.Os vínculos estáveis foram de 85,6%, ao passo que os de trabalho precário, não efetivo, situaram-se nos 14,8%.O setor público absorve 71,9% dos atuais vínculos, ao passo que o setor da economia solidária retém 19,5% dos enfermeiros.A
espera pelo primeiro emprego é, em média, pouco superior a cinco meses,
mas 83,9% destes empregos são precários, seja por via de programas
pró-empregabilidade regionais, prestação de serviços ou contrato a termo
certo.Contudo, perto de 17% dos
profissionais dizem ter a intenção de abandonar a profissão, seja por
"desilusão", "falta de perspetiva de futuro" ou "remuneração
insuficiente face às responsabilidades".Os Açores têm atualmente cerca de 2.200 enfermeiros, abarcando o estudo apenas os inscritos na Ordem a partir de 2008.A
secção regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros
realiza, a cada dois anos, o Estudo de Empregabilidade e Inserção
Profissional dos Enfermeiros Recém-Inscritos, sendo a única no
território nacional a monitorizar periódica, e sistematicamente, este
indicador.O indicador permite a "definição
de tendências ao nível da empregabilidade", destaca Luís Furtado, que
termina o seu mandato em dezembro, indo então a secção da Ordem a votos.