Enfermeiros fazem greve nos dias 17, 18, 22 e 23 de novembro
16 de nov. de 2022, 16:43
— Lusa/AO Online
As
paralisações foram agendadas pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses
(SEP) e acontecem entre as 08h00 e as 00h00 dos dias 17, 22 e 23 de
novembro, sendo que se juntam ainda à greve da Função Pública agendada
para sexta-feira, dia 18 de novembro. Dirigentes
deste sindicato entregaram no Ministério da Saúde, em Lisboa, o
pedido para continuarem o processo negocial com o Governo, e anunciaram
greves devido à “discriminação negativa” dos enfermeiros.“O
Ministério da Saúde continua a não assumir claramente o pagamento de
retroativos desde 2018 e a não corrigir as injustiças relativas. Não há
qualquer justificação para que o Ministério não assuma claramente isto”,
defende o presidente do SEP, José Carlos Martins, à agência Lusa. José
Carlos Martins diz que “os funcionários públicos foram posicionados e
receberam (retroativos) desde janeiro de 2018”, mas no caso dos
enfermeiros “o Ministério da Saúde atrasou quatro anos esta contagem de
pontos e agora diz que é muito dinheiro e que não pode pagar desde
2018”. No dia 9 de novembro, o secretário
de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, explicou à Lusa que cerca de 20 mil
enfermeiros serão abrangidos pelo descongelamento da progressão salarial
negociada com os sindicatos, com o pagamento dos retroativos a janeiro
deste ano e a “subida de uma ou de duas posições remuneratórias”.Ao mesmo tempo, o SEP pede equidade salarial com os licenciados da Função Pública. O
dirigente sindical argumenta que o Governo e o Ministério da Saúde
“discriminam” os salários dos enfermeiros “ao terem uma remuneração
inferior aos outros licenciados da função pública”, algo que não
acontecia desde 1991, e lembra que em janeiro de 2022 a posição
remuneratória dos licenciados foi valorizada e a dos enfermeiros não.“É
por isso que avançaremos com a greve de amanhã [quinta-feira] e de 22 e
23 de novembro”, conclui José Carlos Martins, avisando ainda que, “caso
o ministério não abra o processo negocial, outras formas de luta irão
desenvolver-se, incluindo greves”.O
sindicato assegura que vai cumprir os serviços mínimos e explicou que as
restantes estruturas sindicais não se juntam às greves dos dias 17, 22 e
23 de novembro.