Enfermeiros em protesto pela falta de profissionais nas Urgências das Caldas da Rainha
11 de nov. de 2021, 15:30
— Lusa/AO Online
“A
falta de enfermeiros nas urgências é um problema recorrente, que tem
sido várias vezes denunciado à administração [do Centro Hospitalar do
Oeste - CHO] e que continua sem resolução, pelo que hoje foi decidido
avançar com esta forma de protesto”, disse à agência Lusa o delgado
sindical do SEP (Sindicato dos Enfermeiros Portugueses) Ivo Gomes.A
forma de protesto escolhida foi “a recusa em aceitar a passagem do
turno”, o que implica que os enfermeiros que fizeram o turno entre a
meia-noite e as 08:00 tenham que se manter ao serviço.Cerca
de duas dezenas de enfermeiros concentraram-se em frente ao Hospital
das Caldas da Rainha para denunciar “a escassez de enfermeiros no
serviço que se encontra sobrelotado”, fazendo, segundo Ivo Gomes, com
que haja “uma média de 16 ou 17 doentes para cada profissional”.Um
rácio que impede “a garantia de uma assistência em condições aos
doentes, muitos dos quais ficam na Urgência, em macas, por 24 ou 48
horas, sem serem transferidos para outros serviços”.Cansados
de esperar pela abertura de concurso “prometida pelo Governo e que
previa a contratação de 2.200 enfermeiros”, os enfermeiros do CHO exigem
à administração “a contratação de mais enfermeiros e a reorganização
dos serviços”, por forma a que não haja enfermeiros a “terem que fazer
turnos duplos e trabalhar cerca de 500 horas por mês, ao invés das 140 a
150 que lhes competiam fazer”.Um grupo de
enfermeiros estava às 13:00 reunido com a administração do CHO,
aguardando as conclusões do encontro que poderá determinar novas formas
de luta.O Centro Hospitalar do Oeste
integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche,
tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos
das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval
e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra. Estes
concelhos dividem-se entre os distritos de Lisboa e Leiria.