Encontrados 36 migrantes dentro de um camião na Macedónia do Norte
15 de jan. de 2020, 14:54
— Lusa/AO Online
A
polícia local indicou que o camião foi parado na terça-feira perto da
cidade de Strumitsa, no sul do país, afirmando que os migrantes terão
entrado ilegalmente no país via Grécia.Segundo
a mesma fonte, o grupo de migrantes que estava no interior do camião
integrava 21 sírios, nove afegãos, três paquistaneses, dois iraquianos e
um camaronês.As pessoas foram
transferidas para um centro de detenção de migrantes na localidade
fronteiriça de Gevgelija, aguardando agora a deportação para a Grécia.Embora
a chamada “rota dos Balcãs” – com início na Grécia e com passagem por
vários países da região até ao centro da Europa – estar fechada desde
2015, milhares de pessoas continuam a pagar grandes quantias a redes
organizadas na esperança de conseguirem atingir melhores condições de
vida, nomeadamente em países no norte da Europa.Este
caso na Macedónia do Norte surge cerca de três meses depois da polícia
britânica ter descoberto os corpos de 39 migrantes dentro de um camião
refrigerado no condado de Essex, a leste de Londres (Reino Unido).O
caso, ocorrido no final de outubro de 2019, chocou a opinião pública e
nas semanas seguintes foram relatadas várias situações de migrantes
escondidos, mas encontrados vivos, no interior de camiões.O
Ministério Público da Macedónia do Norte informou também hoje que irá
processar, separadamente, um alemão e uma italiana suspeitos de estarem
envolvidos em práticas relacionadas com o auxílio à imigração ilegal e
ao tráfico de pessoas.O Ministério Público
alega que os dois suspeitos terão tentado introduzir ilegalmente no
país três homens através de um carro de matrícula alemã, que atravessou a
fronteira com a Grécia no passado dia 05 de janeiro.Segundo
a mesma fonte, os três homens, todos oriundos do Gana, tinham
identificações falsas dos Países Baixos, Suécia e da Alemanha e tinham
como destino final a Áustria.Os dois suspeitos estão sob custódia policial e aguardam julgamento.Se forem considerados culpados, os suspeitos poderão ser condenados a uma pena até cinco anos de prisão.