Encaminhadas para os privados 32 grávidas nos primeiros dois meses do ano
3 de abr. de 2024, 09:38
— Lusa/AO Online
No total, dos 4.140 partos,
menos de 1,5% foram encaminhados para unidades convencionadas com o SNS
sempre que esteve preenchida a capacidade instalada na região de Lisboa e
Vale do Tejo, que é aquela que tem tido maior dificuldade em dar
resposta a estas situações por causa da falta de médicos.Quando
a capacidade do SNS está preenchida, neste região, o plano definido
pela DE-SNS permite ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes do
Instituto Nacional de Emergência Médica (CODU/INEM) orientar as grávidas
em trabalho de parto, com mais de 36 semanas de gestação e sem fatores
de risco, para hospitais do setor privado. Na
nota que acompanha o novo mapa das urgências de
ginecologia/obstetrícia, a DE-SNS sublinha que a capacidade do SNS,
funcionando em rede, “tem conseguido responder às necessidades”, apenas
encaminhando para o privado, em média, uma grávida a cada dois dias para
evitar ”deslocações para instituições mais distantes”.A
DE-SNS reconhece a carência de médicos de ginecologia/obstetrícia e de
neonatologia/pediatria em Portugal, frisando que se trata de uma
situação que ocorre a nível internacional. De acordo com as previsões da Organização Mundial de Saúde esta situação deverá manter-se “a médio prazo”, acrescenta.A
Direção Executiva do SNS decidiu manter até final de abril o esquema de
funcionamento da Operação ‘Nascer em Segurança no SNS que vigorou no
primeiro trimestre. Assim, vão funcionar
de forma ininterrupta 28 dos 43 serviços, duas maternidades vão atender
apenas doentes referenciados e oito terão dias de pausa devido à falta
de médicos.