Empréstimos bancários a particulares chegaram aos 3,5 mil ME no final de 2025
Hoje 09:04
— Filipe Torres
O montante total de empréstimos concedidos a particulares residentes na Região Autónoma dos Açores ascendia a 3504,9 milhões de euros no final de dezembro de 2025, de acordo com dados do Banco de Portugal, consultados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA). Foi a primeira vez que os açorianos ultrapassaram os 3,5 mil milhões de euros em dívida desde junho de 2013.O valor representa um aumento de 187,2 milhões de euros face a dezembro de 2024, quando o total se situava em 3317,7 milhões de euros.Do total registado no final de 2025, 2447 milhões de euros dizem respeito a crédito à habitação, que continua a representar a principal componente do endividamento das famílias na Região (69,8% do total). Em termos homólogos, este segmento registou um crescimento de 138,3 milhões de euros.O crédito ao consumo e outros fins totalizava 1057,9 milhões de euros, mais 48,9 milhões de euros do que no mesmo mês do ano anterior. Este segmento inclui financiamentos destinados a despesas pessoais, aquisição de bens e outros objetivos que não a compra de habitação.Em dezembro de 2025 estavam registados 108,1 mil devedores com crédito ativo na Região. Destes, 49,8 mil tinham contratos de crédito à habitação e 92,9 mil possuíam crédito ao consumo e outros fins. Os valores não são exclusivos, uma vez que o mesmo devedor pode acumular diferentes tipos de empréstimos.20,5 ME em créditos vencidosO montante de empréstimos vencidos, correspondente a situações de incumprimento, fixava-se em 20,5 milhões de euros no final do ano. O rácio de empréstimos vencidos no conjunto do crédito a particulares era de 0,6%. No crédito à habitação, o rácio situava-se em 0,2%, enquanto no crédito ao consumo e outros fins ascendia a 1,5%. Apesar de haver um maior valor de empréstimos contraídos para habitação, os açorianos são mais cumpridores neste segmento do que no crédito para o consumo e outros fins. Quanto à percentagem de devedores com prestações em atraso, o valor global era de 6%. No segmento da habitação, a taxa era de 1,4%, ao passo que no crédito ao consumo e outros fins se fixava em 6,4%.