Empréstimos ao consumo registam em julho maior subida homóloga desde março de 2020
28 de ago. de 2024, 12:11
— Lusa
Segundo o Banco de Portugal (BdP),
“desde o início do ano, estes empréstimos têm apresentado uma trajetória
de aceleração, contrariamente ao observado para o conjunto da área do
euro a partir de maio de 2024”.
Em julho de 2024, o
montante total de empréstimos a particulares registou um crescimento
anual de 1,6%, para 129.599 milhões de euros.O
‘stock’ de empréstimos para habitação totalizava 99.800 milhões de
euros, mais 148 milhões de euros do que em junho, tendo estes
empréstimos registado um crescimento homólogo de 0,5%, o maior aumento
anual desde maio de 2023.No que se refere
ao ‘stock’ de depósitos de particulares nos bancos residentes, no final
de julho totalizava 189.000 milhões de euros, mais 2.300 milhões de
euros do que em junho. Este aumento reparte-se entre responsabilidades à vista (1.100 milhões de euros) e depósitos a prazo (1.200 milhões de euros). Devido
a este aumento dos depósitos de particulares, o BdP refere que “a
respetiva taxa de variação anual voltou a acelerar”, fixando-se em 7,2%,
mais 0,5 pontos percentuais do que em junho, sendo preciso recuar a
maio de 2021 para observar uma taxa de variação anual superior.No
caso das empresas, o ‘stock’ de empréstimos concedidos pelos bancos
totalizava 72.900 milhões de euros no final de julho de 2024, mais 145
milhões do que no final de junho e um crescimento de 0,2% relativamente a
julho de 2023, a primeira variação anual positiva desde dezembro de
2022.As grandes empresas e as
microempresas mantiveram uma taxa de variação anual positiva (0,9% e
6,3%, respetivamente), enquanto as pequenas e médias empresas
continuaram a observar taxas negativas (-2,6% e -5,6%, respetivamente).Por
setor de atividade, os setores das indústrias e eletricidade e do
comércio, transportes e alojamento registaram, em julho, taxas de
variação anual negativas, de -1,5% e -1,9%, respetivamente (-2,9% e
-2,3% em junho). Pelo contrário, o setor da construção e atividades
imobiliárias apresentou uma taxa de variação anual positiva, de 3,2%
(2,9% em junho).Quanto ao ‘stock’ de
depósitos das empresas nos bancos residentes, totalizava, no final de
julho, 63.700 milhões de euros, menos 2,100 milhões de euros do que no
mês anterior.Relativamente ao mês
homólogo, estes depósitos decresceram 0,5%, regressando assim a taxa de
variação anual a valores negativos, após dois meses com valores
positivos.