Empresas públicas não podem ser “barrigas de aluguer de endividamento”
6 de out. de 2022, 14:07
— Lusa/AO Online
“Gostaria de
estimular todas as empresas do setor público empresarial a prestar
contas. A assumir a responsabilidade de apresentar sucessos e assumir os
insucessos”, afirmou o líder regional.O
chefe do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) falava em Ponta
Delgada, na cerimónia do centésimo aniversário da administração
portuária no arquipélago, organizada pela empresa pública Portos dos
Açores.Bolieiro reforçou que as empresas do setor público empresarial regional “têm de estar ao serviço” dos empresários açorianos.“Empresas
como estas têm de ser estar ao serviço dos empresários e da economia.
Não podem continuar a ser, como foram durante algum tempo, barriga de
aluguer de endividamento disfarçado, mas devem auxiliar a
competitividade da nossa economia”, insistiu.O
presidente do Governo Regional defendeu que os “conceitos de coesão e
continuidade territorial não podem ser apenas palavras”, reiterando a
criação, a nível da União Europeia, de um Programa de Opções Específicas
para o Afastamento e a Insularidade nas Regiões Ultraperiféricas
(POSEI) para os transportes, à semelhança do que existe na agricultura.“Importa
criarmos opinião pública assumida para uma corresponsabilização da
União Europeia quanto à densificação dos conceitos da continuidade e
coesão territorial, com a eventual opção de um POSEI transportes”,
vincou.Bolieiro afirmou ainda que a região
pode ser uma “referência competitiva na oferta logística do Atlântico
norte e do Atlântico sul” e voltou a manifestar a intenção de criar um
mercado regional no arquipélago.“Quero
deixar um encargo à Portos dos Açores. É dever da política pública
estratégica na administração portuária dos Açores assegurar um modelo de
logística para os Açores que seja uma oferta estratégica para a nossa
economia, criando um mercado regional”, assinalou.A
propósito da construção de estruturas portuárias, o social-democrata
disse “não ser aceitável” que as novas infraestruturas não contenham uma
“componente para a monitorização dos efeitos da natureza”, devido às
consequências das alterações climáticas.O
atual Governo dos Açores, suportado no parlamento pelos partidos do
executivo, pela IL, Chega e deputado independente, tomou posse em
novembro de 2020, após 24 anos de governação do PS na região.