Empresas de congressos e eventos querem papel ativo no processo de descentralização
30 de jan. de 2019, 17:06
— Lusa/AO Online
"É
altura de não fazerem isso sem a nossa participação", advertiu o
responsável, abordando o processo de descentralização de competências
implementado pelo Governo.Marques Vidal falava na cidade da Horta, nos Açores, na sessão de abertura do 7.º congresso da APECATE.Para
o presidente da associação, os prémios recentes de Portugal como
destino turístico de eleição devem merecer especial atenção e
representam um "desafio muito grande"."É
altura de não ficarmos contentes com o facto de estarmos bem, mas de
ficar muito atentos para perceber que temos de continuar neste
campeonato. Não podemos parar, se não vamos descer e, quando acordarmos,
já é tarde", sinalizou.O 7.º congresso da APECATE arrancou hoje e pretende "definir estratégias de consolidação" num momento económico "favorável".Na
nota preparatória da associação é referido que "é nos momentos mais
favoráveis para um setor de atividade económica que é mais importante
refletir e definir estratégias de consolidação".Nesse
sentido, diz a entidade presidida por António Marques Vidal, o
congresso que decorre na Horta, na ilha do Faial, pretende integrar
debates "de temas considerados prioritários" para setores como o turismo
ou os eventos em si, nomeadamente "a qualificação e certificação de
destinos", a "modernização da gestão" ou a legislação laboral.O
'marketing' digital como "ferramenta de promoção num mundo globalizado e
ferozmente competitivo" e os "desafios da autorregulação", tanto na
animação turística como no setor dos eventos e congressos, serão também
áreas a debater pelos congressistas.A
sustentabilidade do destino Açores é um dos temas em destaque nos dois
dias de trabalho, que levarão à ilha do Faial especialistas em
legislação laboral, em jornalismo, transportes ou organização de
eventos.