Empresas afetadas por incêndios e inundações podem concorrer a apoios até 02 de maio
14 de mar. de 2023, 08:25
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o Ministério da Coesão Territorial (MCT) informou que as
candidaturas já estão abertas e que, da verba total, 20 milhões de euros
estão reservados para empresas que sofreram danos provocados pelas
cheias e inundações e cinco milhões de euros para as empresas afetadas
pelos fogos florestais."Destinados a
restabelecer a capacidade produtiva e a competitividade, os apoios vão
financiar a reposição de máquinas e equipamentos, a substituição de
material destruído, a reposição de ‘stocks’, obras de construção,
remodelação ou adaptação das instalações", exemplificou o MCT.Segundo
a mesma nota do gabinete da ministra Ana Abrunhosa, podem candidatar-se
empresas afetadas pelos incêndios florestais localizadas nos concelhos
do Parque Natural da Serra da Estrela - Celorico da Beira, Covilhã,
Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia - e ainda em "concelhos fortemente
afetados", como Carrazeda de Ansiães, Mesão Frio, Murça, Vila Real,
Albergaria-a-Velha, Alvaiázere, Ansião e Ourém.Podem
ainda beneficiar dos apoios empresas afetadas por cheias e inundações
localizadas em concelhos que registaram ocorrências extremas em dezembro
de 2022 e janeiro 2023."Os apoios são
atribuídos a fundo perdido, com uma taxa máxima de apoio de 70%, até ao
limite de 140 mil euros, depois de deduzidas indemnizações de seguros ou
outras compensações já recebidas para cobertura dos danos. As
candidaturas devem ser acompanhadas de um relatório de danos feito por
entidade certificada para o efeito, como seguradora ou perito
qualificado", é ainda explicado.A
responsabilidade do processo de análise das candidaturas e de atribuição
dos apoios será das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional
(CCDR), segundo o Governo. As
candidaturas podem ser submetidas até dia 02 de maio de 2023, através de
formulário eletrónico disponível no portal ePortugal e no Balcão dos
Fundos, também acessível através de um 'link' na página da Internet das
CCDR.Em 15 de fevereiro, a ministra da
Coesão Territorial anunciou no parlamento que os prejuízos provocados
pelo mau tempo que afetou o país em dezembro e em janeiro tinham
aumentado para 342 milhões de euros.O balanço anterior apontava para prejuízos de 293 milhões de euros e para um volume de apoios na ordem dos 185 milhões.Vários
distritos do continente foram afetados por chuvas fortes entre o final
de 2022 e o início deste ano, com grandes inundações, estragos em
estradas, comércio e habitações, e dezenas de desalojados.Em Algés, no concelho de Oeiras (distrito de Lisboa), foi registada uma morte.Quanto
aos incêndios, o maior do ano registou-se na serra da Estrela.
Deflagrou no dia 06 de agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã
(distrito de Castelo Branco) e rapidamente alastrou a outros municípios
da região.De acordo com os dados
governamentais, o fogo consumiu 28 mil hectares do Parque Natural da
Serra da Estrela, sendo que o Governo aprovou a declaração de situação
de calamidade para este território, a qual vigora durante um ano.No
dia 15 de setembro, o Governo também aprovou medidas no valor de 200
milhões de euros para aplicar nos concelhos com maior área ardida nesse
ano em Portugal.Além dos municípios da
serra da Estrela (Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas
e Seia), também são elegíveis para estes apoios os municípios de
Carrazeda de Ansiães (Bragança), Mesão Frio (Vila Real), Murça (Vila
Real), Vila Real, Albergaria-a-Velha (Aveiro), Alvaiázere (Leiria),
Ansião (Leiria) e Ourém (Santarém).