Empresários sugerem criação de Portal da Transparência da Saúde dos Açores
Hoje 16:18
— Lusa/AO Online
A direção da CCIPD
considera que a transparência “deve constituir um instrumento
fundamental para reforçar a confiança dos cidadãos, dos fornecedores e
dos agentes económicos”, daí que sugira a criação de um Portal da
Transparência da Saúde dos Açores, inspirado no modelo nacional do
Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde.Segundo
uma nota de imprensa, a associação empresarial açoriana defende que o
Portal da Transparência da Saúde dos Açores disponibilize informação
pública sobre dívida, pagamentos em atraso, prazos médios de pagamento e
outros indicadores de desempenho financeiro das instituições de saúde.“Uma
ferramenta desta natureza permitiria acompanhar, de forma objetiva e
regular, a evolução dos compromissos financeiros das entidades do
Serviço Regional de Saúde, promovendo uma cultura de responsabilização,
total transparência e de melhoria contínua da gestão pública, ao invés
de situações menos claras que possam promover preferências de tratamento
entre os prestadores e fornecedores de serviços”, justifica.A
direção da CCIPD também considera que a disponibilização pública destes
indicadores representaria um "importante avanço" para a Região Autónoma
dos Açores, reforçando a confiança entre as instituições públicas, os
seus fornecedores e a sociedade em geral.A
entidade garante que continuará a acompanhar o processo “de forma
construtiva e responsável”, defendendo, simultaneamente, a
sustentabilidade financeira das instituições públicas de saúde e a
proteção das empresas que diariamente contribuem para o seu
funcionamento e para a qualidade dos cuidados prestados aos açorianos.A
sugestão foi feita no seguimento de uma reunião dos dirigentes da CCIPD
com o presidente do conselho de administração do Hospital do Divino
Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada.O
encontro teve como objetivo analisar a situação dos pagamentos a
fornecedores e identificar soluções que permitam reforçar a
previsibilidade financeira das empresas que asseguram o fornecimento de
bens e serviços essenciais ao setor da saúde na região.Da
reunião “resultou um compromisso assumido pelo HDES no sentido de
reduzir progressivamente os prazos médios de pagamento,
estabelecendo-se, como objetivo imediato, que os pagamentos sejam
efetuados a 120 dias e que nunca devem ser superiores a 180 dias”,
indica.“Foi igualmente transmitido que,
ultrapassados os 120 dias, os fornecedores poderão proceder à cobrança
dos respetivos juros de mora legalmente previstos”, acrescenta a nota.A
CCIPD também informa que foi assumido pelo HDES o compromisso de,
durante o próximo ano, “prosseguir um esforço de convergência para um
prazo máximo de pagamento de 90 dias”.“Este
objetivo será apoiado pela implementação, atualmente em curso, de um
novo sistema de gestão de informação, com especial incidência nas áreas
da contratação, compras, aprovisionamento e gestão de inventários,
permitindo reforçar o controlo operacional, a eficiência dos processos
internos e a capacidade de gestão financeira da instituição”, refere.