Empresários querem estratégia de promoção da gastronomia açoriana
4 de out. de 2019, 18:00
— Lusa/AO Online
A
CER, na sequência de uma reunião em que foram abordados assuntos de
interesse para o setor da restauração, refere, segundo uma nota de
imprensa, que a estratégia deve ser um “elemento estruturante para o
desenvolvimento da restauração, com impactos positivos para os
residentes, mas principalmente para os visitantes”.“A
restauração deve assumir um papel relevante como um instrumento
identitário da região. Para o efeito devem ser definidos produtos que
são de excelência e que identifiquem claramente os Açores, como são os
casos dos assados de peixe e carne”, considera a comissão representativa
dos empresários do setor.Aquele organismo
pretende desenvolver um concurso gastronómico, a ter lugar na época
baixa, com os estabelecimentos de restauração aderentes a serem
submetidos à apreciação e votação de um júri especializado e votação do
público.Para a CER existe “falta de
algumas qualidades de peixe, bem como de carne de vaca velha", situação
"com impacto na oferta aos consumidores que, se utilizados na
restauração local teriam uma maior valorização final”.A
CER constatou que “continuam a acentuar-se os problemas relativos aos
recursos humanos” devido à “escassez de mão-de-obra” e, “principalmente,
de qualidade da mesma”, salvaguardando que este é um dos “fatores
críticos no desenvolvimento de projetos empresariais e da qualidade da
oferta na restauração”.Os empresários
entendem que é necessário introduzir alterações na política de formação
profissional, que “devem passar por reforçar significativamente a
formação em contexto de trabalho” e uma “maior concentração de recursos
formativos”, através de redução do número de escolas, mas com “maior
capacidade técnica e de interligação com as necessidades reais do
setor”.“Sugere ainda a CER que seja criada
uma bolsa de formandos que fazem a sua aprendizagem na área da
restauração e pretendem realizar os seus estágios nas empresas do setor,
permitindo uma melhor gestão dos recursos, evitando-se desta forma a
pressão atual para a colocação dos formandos das diversas escolas”,
adianta-se no comunicado.Os empresários
querem utilizar também as ferramentas digitais como “novos meios de
promoção dos estabelecimentos de restauração”.