Empresários dos Açores reivindicam medidas para o turismo em 2023
22 de nov. de 2022, 17:09
— Lusa/AO Online
Numa nota divulgada, na sequência da uma reunião realizada na segunda-feira, a Comissão
Especializada do Turismo aponta que “tendo em consideração a evolução
que o setor tem vindo a registar, perspetiva-se que em 2023 continue a
haver um crescimento, mas em níveis muito inferiores ao que se está a
verificar em 2022”.“Há preocupação com a
conjuntura, que é de grande incerteza, com previsível queda do
crescimento económico, ou mesmo de recessão nos principais mercados
emissores, o que terá reflexos no setor”, lê-se na nota.Desta
forma, é referido, para que 2023 seja um ano positivo para o turismo é
indispensável que, também a nível regional, “sejam adotadas políticas e
medidas adequadas, que passam prioritariamente pelo reforço da promoção
dos Açores com aumento de investimento nesta área, com especial enfoque
na manutenção de rotas sustentáveis que estão na base da evolução do
turismo em 2022”.A associação empresarial
defende ainda um “trabalho continuado de procura de novos mercados,
sendo que a “agilização dos procedimentos da promoção é também um aspeto
que deve ser priorizado, particularmente na mobilização dos recursos
disponibilizáveis para este efeito”.A
Comissão Especializada do Turismo da Câmara do Comércio e Indústria de
Ponta Delgada considera que é “também indispensável” a criação e
divulgação de planos anuais de atividades de animação por parte dos
municípios, principalmente as ações desenvolvidas na época baixa, para
que os operadores possam divulgá-las nas suas ações promocionais”.Além
disso, defende uma “estratégia concertada de melhoria da formação e da
educação”, a “desburocratização e celeridade na apreciação das
candidaturas ao SOLNERGE, enquanto alternativa sustentável em termos de
energia e mitigadora de custos, bem como face à previsão de agravamento
significativo dos custos com a energia, dos encargos com pessoal e
matérias-primas, que terão impactos muito fortes na competitividade do
setor”.O organismo reivindica igualmente
“urgência no conhecimento das regras dos novos incentivos ao
investimento, a serem contemplados no Programa Operacional Açores 2030”,
um ponto de “situação da medida de recapitalização das empresas
prevista no PRR, no montante de 125 milhões de euros” e “medidas de
combate à insegurança, através de ações integradas envolvendo área
social e o policiamento, designadamente no que se refere às
dependências”.De acordo com os
empresários, o ano de 2022 “está a confirmar a retoma da atividade
turística, com uma evolução positiva, embora sem atingir ainda, em
termos globais, os valores de dormidas de 2019”, tendo sido registado
“como aspeto positivo a verificação do esbatimento da sazonalidade, o
que está a permitir uma melhoria da rentabilidade dos negócios, num
contexto de agravamento de custos, que teve especial impacto em algumas
atividades, em especial da animação turística”.A
falta de mão-de-obra especializada no setor “continua a ser um aspeto
negativo” e a formação profissional “continua a não corresponder às
necessidades do setor, devido à inexistência de uma estratégia de
aproveitamento das escolas profissionais ao longo dos últimos anos”,
ainda segundo o organismo.