Empresários dos Açores reiteram “profunda preocupação” com turismo
Hoje 15:38
— Lusa/AO Online
Face
aos dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos
Açores, relativos à atividade turística de maio de 2026, a CCIA refere
que “confirmam o nono mês consecutivo de diminuição homóloga das
dormidas na região, consolidando um ciclo de perda de competitividade”.Em comunicado, o organismo alerta que “tem vindo a alertar desde o final do ano passado” para esta realidade.“Em
maio, os Açores registaram 448,7 mil dormidas, menos 2,2% do que no
período homólogo. No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, a
quebra ascende já a 5,6%, com uma redução de 4,9% no número de
hóspedes”, sustenta a CCIPD.Para o
organismo representativo do tecido empresarial, estes resultados
“assumem especial gravidade quando comparados com a realidade nacional,
onde, no mesmo mês, as dormidas cresceram 2,8%, demonstrando que o
problema não resulta de uma quebra generalizada da procura turística”.De
acordo com a CCIPD, a situação “continua a ser particularmente
preocupante no mercado nacional, tradicionalmente o principal mercado
emissor para a região”, uma vez que, em maio, as dormidas de residentes
em Portugal “diminuíram 11,0%, acumulando uma redução de 10,4% desde o
início do ano”.A organização adianta que
também a ilha de São Miguel, “principal destino turístico da região e
responsável por cerca de 70% das dormidas, continua a apresentar uma
evolução negativa, situação que merece particular atenção pelo impacto
que tem na economia regional”.Paralelamente,
o alojamento local “mantém um desempenho muito preocupante, registando
uma quebra homóloga de 8,1% em maio e uma redução acumulada de 11,8%
desde o início do ano”. Para a CCIPD,
estes resultados “confirmam que os sucessivos alertas efetuados nos
últimos meses estavam plenamente justificados”.Os
empresários consideram que “a redução da oferta aérea, a diminuição da
concorrência entre companhias, o aumento do custo das ligações e a
insuficiente promoção do destino estão hoje refletidos nos indicadores
oficiais do turismo”.Frisando que “é tempo
de mudar de rumo”, a CCIPD defende que a região “necessita de uma
estratégia mobilizadora que tenha como prioridades a recuperação da
capacidade aérea perdida, a captação de novas rotas e operadores, o
reforço do investimento promocional nos principais mercados emissores e
uma atuação coordenada entre o Governo Regional, a VisitAzores, a ANA e
as companhias aéreas”.