Empresários dos Açores querem medidas para "mitigar impacto" de aumento dos combustíveis
Hoje 15:49
— Lusa/AO Online
“Trata-se
de uma variação de grande magnitude, com efeitos imediatos e
transversais sobre toda a economia regional, penalizando de forma
particular as empresas mais dependentes de transporte e energia, bem
como setores estratégicos como o comércio, o turismo, a agricultura e as
pescas”, refere CCIPD.De acordo com os
despachos publicados em Jornal Oficial, a partir de sexta-feira a
gasolina sem chumbo I.O. 95 octanas passa a custar 1,921 euros por
litro, nos Açores, e o gasóleo rodoviário 2,004 euros por litro.O
preço do gasóleo colorido e marcado consumido na agricultura é fixado
em 1,633 euros por litro e o preço do gasóleo colorido e marcado
consumido na pesca em 1,443 euros por litro.O
gás butano vendido ao público, no estabelecimento do revendedor, em
garrafas de 26 litros ou mais, passa a custar 2,208 euros por quilo e o
vendido em garrafas de 24 litros, construídas em materiais leves (até
oito quilos de vasilhame), 2,408 euros por quilo. O gás butano
canalizado é fixado em 2,208 euros por quilo e o gás butano a granel em
1,801 euros por quilo.Desde fevereiro, com
este novo aumento, o preço da gasolina nos Açores sobe 32,3 cêntimos
por litro, o preço do gasóleo 53 cêntimos por litro e o preço do gás
butano 52,2 cêntimos por quilo.Em
comunicado, a CCIPD manifesta “profunda preocupação face ao expressivo
aumento dos preços dos combustíveis e do gás”, salientando que “num
território ultraperiférico como os Açores, onde os custos de contexto já
são elevados, este agravamento acentua as dificuldades de
competitividade das empresas e exerce uma pressão acrescida sobre os
preços finais ao consumidor, contribuindo para o aumento generalizado do
custo de vida”.A CCIPD defende, assim,
uma “resposta atenta e proporcional” por parte do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM), designadamente através da “avaliação de medidas
extraordinárias que mitiguem o impacto destes aumentos, tanto ao nível
das empresas, como das famílias”.Reiterando
estar disponível para colaborar na “construção de soluções que promovam
a estabilidade económica da região e salvaguardem a sustentabilidade do
tecido empresarial açoriano”, a CCIPD nota que na Madeira esta semana o
preço dos combustíveis desceu.Esta
evolução, destaca o organismo, “reforça a perceção de assimetrias
relevantes entre regiões, num contexto nacional em que seria desejável
maior previsibilidade e equilíbrio na formação de preços energéticos”.