Empresários dos Açores querem apoios face à subida do salário mínimo nacional
7 de dez. de 2021, 19:30
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, os empresários afirmam que vêem “com grande preocupação o
aumento do salário mínimo nacional” e pretendem que “as empresas sejam
ajudadas a suportar o aumento com o pagamento único de 85% do incremento
anual resultante na Taxa Social Única (TSU), por cada trabalhador
abrangido pela medida para o ano 2022, com retroatividade a 2021”. Os
empresários - que enviaram um ofício ao presidente do Governo Regional
dos Açores, José Manuel Bolieiro - recordam que, nos últimos oito anos, o
salário mínimo subiu 231 euros, “representando um rude golpe no frágil
tecido empresarial da região, ainda a braços com os efeitos da pandemia”
de covid-19. Os organismos
representativos dos empresários pretendem, “de forma a minimizar os
dramáticos impactos que a combinação do aumento dos fatores de produção e
dos gastos de funcionamento terão nas empresas”, que, “à semelhança do
que acontece no continente português, e com os mesmos critérios
adotados, as empresas sejam ajudadas a suportar o aumento do salário
mínimo regional, com o pagamento único de 85% do incremento anual
resultante na Taxa Social Única, por cada trabalhador abrangido pela
medida, pelo ano 2022, e com retroatividade a 2021”.A
CCAH e o NELAG afirmam que, “até ao momento, não foi feita a extensão
do apoio de 2021 às empresas açorianas, que se sentem discriminadas
negativamente face às suas congéneres nacionais”. Os
empresários consideram que estão confrontados com um “duplo problema:
os aumentos dos encargos mensais com o pessoal" e a “aproximação
crescente do salário mínimo aos salários médios das empresas”. Para
os representantes dos empresários, esta medida “agravará a débil
situação do tecido empresarial, podendo levar ao fecho de inúmeras
empresas”.Os empresários ressalvam que
acresce o “aumento das matérias-primas e da energia nos mercados
internacionais, aumento esse que na maioria das situações tem sido
absorvido pelas empresas”.