Empresários dos Açores defendem hospital universitário para formação na saúde
9 de jul. de 2025, 16:10
— Lusa/AO Online
Na sequência da primeira
reunião da Comissão Especializada da Saúde, a CCIPD considerou que esta
lacuna de profissionais “reforça a pertinência da proposta para a
criação de um hospital universitário central, na ilha de São Miguel, que
possa contribuir para a formação de novos profissionais e dar resposta
às necessidades estruturais da região”.A
CCIPD, de acordo com uma nota de imprensa, propõe “em complemento, e
como medida de curto prazo”, a criação de um programa de apoio às
deslocações de profissionais de saúde, para que possam “exercer atos
médicos em períodos curtos, potenciando uma resposta mais célere e
eficaz às necessidades da população”.A
estrutura empresarial adianta que os valores atualmente definidos nas
convenções com o Serviço Regional de Saúde (SRS) encontram-se, “em
muitos casos, desatualizados, tendo em conta a evolução dos custos
operacionais das empresas”.Em causa estão fatores como o aumento do salário mínimo e a atualização dos contratos coletivos de trabalho.“Esta
situação coloca pressão sobre a sustentabilidade das entidades
convencionadas e pode comprometer a continuidade dos serviços prestados.
A atualização dos valores contratualizados revela-se, assim, uma medida
essencial para garantir a estabilidade e a colaboração duradoura entre
os setores”, defende o organismo.Para a
CCIPD, o desenvolvimento de ‘interfaces’ que facilitem a partilha segura
de informação médica dos utentes “poderá traduzir-se numa maior
eficiência na gestão clínica e numa melhoria significativa na
continuidade e qualidade dos cuidados prestados”.De
acordo com a estrutura representativa dos empresários, embora as
prescrições de exames e análises clínicas sejam já emitidas por via
digital, o seu processo de operacionalização “ainda não está plenamente
digitalizado, implicando impressões em papel e procedimentos manuais”.
A CCIPD recorda que, na sequência da reunião da CCIPD com o secretário
regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, foi
manifestada a intenção do Governo Regional em regularizar mais de 200
milhões de euros em dívidas às empresas e entidades do setor da Saúde.Segundo
o organismo, “a maioria das empresas presentes na reunião com a
Comissão da Saúde confirmou que os pagamentos estão a ser processados ou
que os respetivos procedimentos estão em curso, sendo expectável que,
após a sua efetivação, se assegurem prazos de pagamento entre 60 e 90
dias”.Importa, contudo, assinalar que, “em
alguns casos pontuais, devidamente identificados, se mantém por
regularizar o pagamento de juros de mora associados a dívidas vencidas,
com situações que, por vezes, se prolongam há mais de três anos”, aponta
a CCIPD.