Empresários de Santa Maria preocupados com constrangimentos logísticos no transporte de mercadorias
7 de jul. de 2025, 11:11
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a delegação da ilha de Santa Maria da Câmara do Comércio e
Indústria de Ponta Delgada - Associação Empresarial das Ilhas de São
Miguel e Santa Maria (CCIPD) mostrou-se “muito preocupada com os graves
constrangimentos logísticos que a ilha de Santa Maria continua a
enfrentar” em matéria de transportes marítimos.Segundo
a CCIPD, a situação deve-se à inexistência de um acordo de ‘slot’ entre
o operador de tráfego local e os armadores de cabotagem insular, que
operam as ligações entre os Açores e o continente português, e à
“operacionalidade limitada” do porto de Vila do Porto.Na
nota, a associação empresarial refere que após a inauguração das obras
de reestruturação do porto, na semana passada, constatou, com surpresa,
que o Edital que limita a operação se manteve em vigor.Adianta
que “as limitações de operação do porto mantêm-se, designadamente
navios com mais de 100 metros de comprimento ou com calado superior a
seis metros continuam impedidos de escalar o porto de Vila do Porto”.A
delegação da CCIPD considera “inaceitável que se mantenha esta
proibição quando o porto foi projetado e homologado pelo Instituto
Hidrográfico para receber navios até 132 metros e com calado de sete
metros”.Para a direção desta associação
empresarial açoriana é “imprescindível que o Governo Regional tome as
medidas necessárias para garantir uma operação marítima semanal à ilha
de Santa Maria, sem acréscimo de custo para os utilizadores e com
garantia de proteção da carga em caso de perda da mesma durante a
operação marítima”.“A resolução destes
constrangimentos é vital para a competitividade das empresas e para a
qualidade de vida da população da ilha”, concluiu.O
executivo açoriano inaugurou, na quarta-feira, as
obras de requalificação do porto de Santa Maria, num investimento de 24
milhões de euros, durante uma visita estatutária do Governo Regional à
ilha.A intervenção contemplou obras de
reparação dos mantos de proteção da cabeça e do molhe, repavimentação da
plataforma do cais e reabilitação das infraestruturas do porto, que foi
afetado pelo furacão Lorenzo em 2019 e pela tempestade Efrain em
dezembro de 2022.