Empresários de Ponta Delgada defendem “base legal nova” para problemas de segurança
25 de out. de 2022, 14:39
— Lusa/AO Online
Mário
Fortuna, que se reuniu com o comandante do Comando Regional dos
Açores da PSP, defendeu que, “perante um problema multifacetado, há que
promover uma abordagem de forma integrada” que “exige o contributo de
todos para a sua resolução”.O dirigente
preconizou que as questões da segurança "têm que ter, por parte dos
legisladores, uma base legal nova que responda a estas situações”,
ligadas ao consumo de drogas sintéticas, a desordem noturna, a par dos
sem-abrigo.Mário Fortuna defende “espaços de vivência seguros e aprazíveis para todos”.A
03 de outubro 2022, várias associações empresariais manifestaram
"profunda preocupação" com o "aumento da pobreza, mendicidade,
alcoolismo e toxicodependência" no centro da cidade de Ponta Delgada, na
ilha de São Miguel, tendo sido decidido solicitar reuniões com as
autoridades regionais e polícia.A posição
foi manifestada numa reunião que juntou a Câmara do Comércio e Indústria
de Ponta Delgada (CCIPD), a Associação Regional das Empresas de
Atividades Turísticas dos Açores (AREAT), a Associação de Alojamento
Local (ALA), as Casas Açorianas e as delegações da Associação Portuguesa
das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), da Associação de Hotelaria,
Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Associação de Hotelaria de
Portugal (AHP) e a Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis
(ARAC).Mário Fortuna preconizou "ações eficazes para que, dentro das
competências de cada um, se consiga atingir o objetivo de cada maior
segurança para todos”.O líder dos
empresários defendeu, por parte do Governo dos Açores, a “abordagem de
medidas para debelar iminentemente problemas sociais”, para além da
“responsabilidade de quem gere o espaço municipal intervir também neste
sentido”, a par da competência das autoridades policiais.O
comandante do Comando Regional dos Açores da PSP, Luís Viana,
considerou, por seu turno, que as forças policiais “possuem meios,
tendo-se vindo a reforçar gradualmente os meios existentes”, embora “não
seja possível um reforço muito grande de um momento para o outro”.O comandante salvaguardou que “este reforço tem vindo a ser feito ao longo dos últimos anos”. O
responsável considerou que a eficácia da PSP em casos como os de
segurança pública “tem os limites da lei, que neste momento permite um
determinado tipo de intervenção”.Mas se a
legislação “der ferramentas que permitam ter uma intervenção de outra
forma esta ação poderá ser mais eficaz”, concluiu.