Empresários da ilha de São Jorge reivindicam melhores acessibilidades
13 de jun. de 2019, 12:15
— Lusa/AO Online
“A
falta de acessibilidades de e para a ilha de São Jorge é muito grave e
está a provocar graves problemas sociais e económicos. Ao nível do
transporte aéreo, não há lugares disponíveis nos aviões de e para a ilha
durante vários dias consecutivos, não permitindo aos jorgenses saírem
ou regressarem a São Jorge, nem aos turistas o agendamento atempado das
suas viagens”, afirmou a direção da CCAH, em comunicado de imprensa.O
alerta da associação, que representa empresários das ilhas Terceira,
Graciosa e São Jorge, surge na semana em que se comemorou o Dia da
Região Autónoma dos Açores, precisamente na ilha de São Jorge, no
concelho da Calheta.Nas reações ao
discurso do presidente do Governo Regional, o socialista Vasco Cordeiro,
vários partidos da oposição alertaram também para a falta de lugares
disponíveis nas ligações aéreas inter-ilhas.Na
sequência de uma reunião com mais de duas dezenas de empresários
daquela ilha, a CCAH reivindicou hoje um “aumento considerável” do
número de lugares disponíveis na companhia aérea açoriana SATA Air
Açores, mas também mais ligações marítimas.
"Os empresários da ilha que muito têm investido para o desenvolvimento
de São Jorge sentem-se frustrados pela falta de resposta do Governo
Regional relativamente a estes temas e pedem soluções urgentes e
eficazes", sublinhou.Segundo a associação
empresarial, "a falta do navio da Atlânticoline e os horários dos barcos
atualmente em vigor são altamente prejudiciais para São Jorge" e desde
2007 que a ilha aguarda por "ligações diárias com o Pico em horários
laborais". A empresa de transportes
marítimos pública dos Açores Atlânticoline anunciou recentemente que
teve de fretar outro navio convencional para assegurar a operação de
verão, porque o armador do Azores Express, que estava previsto chegar ao
arquipélago em maio, rescindiu contrato em 09 de junho. As
ligações marítimas de passageiros e viaturas têm sido asseguradas
apenas pelo navio rápido Megajet e por navios mais pequenos, que ligam
as ilhas do Faial, Pico e São Jorge e as ilhas das Flores e do Corvo.Os
empresários avisaram ainda para o “decréscimo populacional” de São
Jorge e para a “ausência de mão-de-obra qualificada, sobretudo nos
setores em maior crescimento na ilha”, como o turismo e a construção
civil, alegando que “a situação vem piorando e degradando-se”. “É
fundamental que haja um funcionamento integrado em rede ao nível dos
transportes marítimos e aéreos, para que a ilha não aprofunde ainda mais
o isolamento em que persiste e possa atrair mais população
qualificada”, frisaram.