Empresários da ilha açoriana de São Jorge contra alterações na ligação marítima
Hoje 17:51
— Lusa/AO Online
Em causa está uma redução do
período de operação de 01 de junho a 30 de setembro para de 15 de junho
a 15 de setembro pela empresa pública de transporte marítimo, de acordo
com o núcleo.O organismo representante do
tecido empresarial da ilha de São Jorge considera, em comunicado, que
as alterações foram tomadas “sem consulta pública nem esclarecimento
formal às comunidades afetadas”.Para os
empresários, as alterações “representam um retrocesso na mobilidade
interilhas e um prejuízo direto para os interesses económicos, sociais e
turísticos do Triângulo”, constituído pelas ilhas de São Jorge, Faial e
Pico.“Reduzir o período de operação de 01
de junho a 30 de setembro para 15 de junho a 15 de setembro significa
eliminar um terço do período de operação, precisamente nos momentos de
maior procura turística e de maior movimento entre ilhas”, consideram os
empresários de São Jorge.O Núcleo
Empresarial da Ilha de São Jorge alerta que, “além da redução da
operação, os horários em vigor denotam uma ausência preocupante de
planeamento integrado”, principalmente nas linhas laranja (Pico e São
Jorge) e Verde (Faial, Pico e São Jorge).Segundo
os empresários, nos dias em que ambas as linhas servem a ilha do Pico,
“operam frequentemente a partir do mesmo porto, o que gera duplicação de
oferta num único ponto, enquanto outro porto fica completamente
desservido”, defendendo que as duas linhas deveriam ser complementares,
“nunca sobrepostas”.O Núcleo Empresarial
da Ilha de São Jorge reivindica à Atlânticoline, Governo Regional dos
Açores e Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, a
reposição dos 30 dias de operação suprimidos, garantindo que a Linha
Laranja opere de 01 de junho a 30 de setembro, em linha com o calendário
histórico estabelecido.Pretende-se ainda
uma “revisão profunda e coordenada dos horários das Linhas Verde e
Laranja, de modo que não operem quase em simultâneo no mesmo porto do
Pico no mesmo dia, assegurando complementaridade real entre as linhas”.Os
empresários pretendem também um “esclarecimento formal e público sobre
os critérios que ditaram as alterações à Linha Laranja”.