Empresários açorianos defendem visitas ao Ilhéu de Vila Franca para além da época balnear

Hoje 14:47 — Lusa/AO Online

Este alargamento permitiria, segundo aquela entidade, diversificar a oferta turística e combater a sazonalidade.A associação empresarial das ilhas de São Miguel e de Santa Maria considera que o ilhéu de Vila Franca do Campo, "um dos ex-líbris da ilha de São Miguel, com elevado valor paisagístico, ambiental e turístico", poderá ter "uma utilização mais alargada durante o ano", desde que as condições meteorológicas e de segurança o permitam.“A possibilidade de garantir a sua utilização durante um período mais alargado do ano poderá contribuir para valorizar este recurso emblemático e para o combate à sazonalidade, reforçando a oferta disponível nos meses de menor procura turística”, sublinha a associação empresarial em comunicado.Fora da época balnear, a CCIPD refere que poderão ser equacionados dois modelos complementares de utilização, um primeiro poderá manter uma lógica semelhante ao que existe atualmente, mas com uma frequência mais reduzida, através de duas ligações diárias, sempre que as condições meteorológicas e de segurança o permitam.A outra possibilidade passaria pela criação de um novo produto turístico estruturado numa lógica de experiência.Neste modelo, a CCIPD propõe que a deslocação ao ilhéu possa ser integrada "numa atividade que incluísse a viagem, a visita e exploração do espaço, bem como a interpretação das suas características naturais, históricas e ambientais", seguida do regresso a Vila Franca do Campo.A experiência poderia ainda ser acompanhada por um guia.A CCIPD salienta também que as empresas privadas marítimo-turísticas desenvolvem atividade ao longo de todo o ano e não apenas durante a época alta, evidenciando que "existe procura e capacidade operacional para produtos marítimos fora dos meses de verão"."Esta realidade reforça a pertinência de avaliar soluções que permitam integrar o ilhéu de Vila Franca do Campo numa oferta turística disponível durante uma parte mais alargada do ano", sustenta ainda.Para a CCIPD, o objetivo "não é reproduzir fora do verão uma utilização exclusivamente balnear, mas sim adaptar o produto às características de cada época do ano, conciliando visita, usufruição, interpretação e conservação do espaço". "Sempre que as condições o permitam, a experiência poderá igualmente incluir a possibilidade de banho", acrescenta, defendendo que qualquer "modelo deverá respeitar a capacidade de carga do ilhéu, as condições meteorológicas e de segurança e as exigências de conservação ambiental".A associação sustenta ainda que "uma utilização mais alargada e devidamente estruturada" deste ex-líbris poderá "reforçar a qualidade da experiência turística" na ilha de São Miguel e ser "mais um instrumento de combate à sazonalidade do destino".O ilhéu de Vila Franca do Campo, classificado como reserva natural e que integra a Rede Natura 2000, esteve interditado a banhos no verão de 2025, devido aos resultados da qualidade da água dos últimos cinco anos, tendo sido permitida apenas a visitação, mas reabriu na época balnear de 2026.A exploração da ligação marítima da marina de Vila Franca do Campo ao ilhéu está, nesta época balnear, nos mesmos moldes, continuando a ser assegurada pelo Clube Naval local, enquanto a capacidade de carga é de 400 pessoas por dia, com 200 pessoas em simultâneo no interior da cratera.