Empresários açorianos consideram redução do preço dos combustíveis positiva
Hoje 16:09
— Lusa/AO Online
Em comunicado enviado à
agência Lusa, a associação empresarial de São Miguel e de Santa Maria
congratula o Governo Regional “pelo apoio
extraordinário agora anunciado para mitigação do impacto do aumento dos
combustíveis e da energia, reconhecendo o esforço realizado num contexto
internacional particularmente exigente”.No
entanto, a direção da CCIPD, sublinha que, desde janeiro, os preços dos
combustíveis registaram aumentos “muito expressivos” na região, com
“forte impacto na estrutura de custos das empresas e no custo de vida
das famílias”.Considera, por isso,
fundamental “manter uma monitorização permanente da evolução dos preços
energéticos e avaliar medidas adicionais de mitigação e apoio à economia
regional”.O preço dos combustíveis vai
baixar nos Açores a partir de 1 de junho, com uma redução de sete
cêntimos por litro na gasolina e 14,7 cêntimos no gasóleo rodoviário,
revelou na quarta-feira o executivo açoriano.“Posso
confirmar, como o Governo [Regional] tinha anunciado a semana passada,
uma descida dos preços dos combustíveis a partir de dia 01 de junho, que
fará com que exista uma descida na gasolina de sete cêntimos, no
gasóleo rodoviário de 14,7 cêntimos e no gasóleo agrícola e das pescas
de 7,6 cêntimos”, disse à agência Lusa o secretário das Finanças,
Planeamento e Administração Pública.Segundo
a CCIPD, apesar da redução, os preços dos combustíveis nos Açores
“continuam substancialmente acima dos valores praticados no início do
ano”. “Comparativamente a janeiro de 2026, os preços de junho mantêm
aumentos de cerca de 14,3% na gasolina (1,851 euros/litro), 26% no
gasóleo (1,857 euros/litro), 15,2% no gás butano (1,943
euros/quilograma) e 19,6% no gás a granel (1,536 euros/quilograma)”,
indicou.A organização empresarial recorda
ainda que entre janeiro e maio “o gasóleo chegou a aumentar cerca de
36%, a gasolina 18,6%, o gás butano 30,9% e o gás a granel mais de 40%”.Estes
aumentos refletem a “enorme pressão que os custos energéticos continuam
a exercer sobre a competitividade das empresas, os transportes, a
logística e o rendimento disponível dos residentes”, concluiu.O
secretário regional das Finanças destacou também que à descida de 7,6
cêntimos no gasóleo agrícola e das pescas “acresce o apoio de 10
cêntimos por litro aos agricultores e pescadores”, já anunciado pelo
Governo Regional.Já a botija de gás vai
registar uma “descida substantiva” de 26,5 cêntimos por quilo, o que
representa uma redução de 3,44 euros numa botija de 13 quilos.“O
Governo [Regional], tal como se comprometeu a fazer esta abordagem
agora, continuará com os outros compromissos que assumiu e a acompanhar
permanentemente a situação para outras tomadas de decisão que sejam
necessárias”, garantiu.Duarte Freitas
realçou que as descidas nos preços resultam da “conjugação de dois
fatores”: uma “maior descida” no Imposto Sobre Produtos Petrolífero
(ISP) na região e as variações nos preços nos mercados internacionais.