Empresa no Corvo pode despedir trabalhadores por falta de mercadorias
10 de dez. de 2019, 18:59
— Lusa/AO Online
A denúncia foi feita pelo deputado Paulo Estêvão, do PPM, numa conferência de imprensa na sede do parlamento açoriano.Segundo
o deputado, o problema deve-se às dificuldades no transporte de
mercadorias para a mais pequena ilha dos Açores, que se arrastam deste o
furacão que atravessou o arquipélago na madrugada do dia 02 de outubro."Nos
próximos dias, esta empresa irá proceder a despedimentos", advertiu o
parlamentar monárquico, lembrando que "esta situação irá afetar um
conjunto de oito trabalhadores", número que considerou "muito
significativo" para uma ilha como o Corvo, onde residem apenas cerca de
460 pessoas.A dificuldade no transporte de
mercadorias para as ilhas das Flores e do Corvo resulta dos estragos
provocados pelo furacão, que destruiu o porto comercial das Flores,
impedindo, desde então, a operação de navios porta-contentores, que
abasteciam o Grupo Ocidental - ilhas das Flores e Corvo - antes do
"Lorenzo"."Há dois meses e tal que estamos
a pedir que essa mercadoria seja transportada (...) para que esta
empresa possa continuar a desempenhar a sua atividade na ilha", insistiu
Paulo Estêvão, lamentando que o Governo Regional, que até já se reuniu
com os empresários locais, não tenha tido ainda capacidade para resolver
o problema.O deputado do PPM disse que
vai aproveitar a deslocação à ilha do Corvo do Presidente da República,
Marcelo Rebelo de Sousa (que anunciou recentemente que vai passar o ano
na ilha açoriana), para tentar pressioná-lo a ajudar a resolver o
problema."O senhor Presidente da República
pode ter aqui um papel importante para resolver problemas. Não é só
afetos! É também a oportunidade de ter um papel a desempenhar nesta
atividade", explicou Paulo Estêvão.O
parlamentar monárquico disse também que muitas das mercadorias que
atualmente chegam à ilha do Corvo estão incompletas, sem que os
transitários expliquem porquê.