Empresa francesa tem interesse em criar base para dirigível estratosférico inovador nos Açores
5 de dez. de 2018, 10:45
— Susete Rodrigues/AO Online
Gui
Menezes afirmou, em nota do Gacs, que o projeto, denominado Stratobus, ainda está numa
fase “muito inicial” e destina-se a missões locais e regionais que
abrangem áreas como as telecomunicações, a observação da Terra, a
vigilância marítima, o ordenamento territorial e o combate a incêndios,
entre outras.
O secretário regional, que falava no final de uma visita à
Thales Digital Factory, referiu ainda que o Stratobus, que se espera que
esteja concluído em 2023, vai funcionar a uma altitude de 30
quilómetros do solo e terá capacidade para cobrir uma área com um
diâmetro de cerca de mil quilómetros.
Antes
da conclusão do Stratobus, a Thales tem interesse em testar um
protótipo deste projeto, “de menor escala”, na ilha de Santa
Maria, adiantou Gui Menezes, acrescentando que “a eventual construção,
nos Açores, de um hangar para este dirigível, que vai necessitar de
manutenção, poderá contribuir para a criação de emprego especializado”.
A
Thales tem uma participação maioritária, de 65%, na empresa portuguesa
EDISOFT, que já opera na ilha de Santa Maria várias estruturas da
Estação Espacial Europeia, tendo trazido, segundo Gui Menezes,
“tecnologia de ponta” para o arquipélago e criado postos de trabalho
qualificados.