Embaixadora sem informações sobre elementos de extrema direita no combate às tropas russas
Ucrânia
8 de mar. de 2022, 18:52
— Lusa/AO Online
Depois de ser
conhecido o anúncio que o nacionalista Mário Machado fez na sua conta na
aplicação Telegram de que iria participar no conflito juntamente com
outras vinte pessoas, no que designou “Operação Ucrânia1143”, a
diplomata confessou não saber o número de portugueses que responderam ao
apelo do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre estrangeiros
que quisessem lutar ao lado das forças ucranianas.“O
presidente ucraniano apelou aos cidadãos de outros países para
participarem na defesa do nosso país. Existe um site na Ucrânia onde as
pessoas que desejam participar podem usar esta informação e conectar-se
com as pessoas na Ucrânia. Não tenho informação sobre os números dos
participantes da parte de Portugal”, disse a embaixadora em entrevista à
Agência Lusa, notando que a embaixada se limitou a divulgar a
informação relativa à Legião Internacional. “Não
tenho tal informação e gostaria também de obter mais informações sobre a
posição da Ucrânia e dos movimentos [neonazis] que existem aqui, mas
não tenho informação sobre as forças de extrema-direita que gostariam de
participar no exército ucraniano”, adiantou.A
embaixadora da Ucrânia em Portugal rejeitou taxativamente a teoria
defendida pelo presidente russo, Vladimir Putin, de uma suposta
necessidade de “desnazificação” da sociedade ucraniana e reforçou que
essa “ideologia” está presente entre as tropas russas.“Esta
informação sobre neonazis e fascistas é a linguagem de Putin. Ele disse
que na Ucrânia há muitos nazis e fascistas, mas podemos ver, realmente,
que os nazis e fascistas vivem na Rússia, como os militares que
participam agora na guerra contra a Ucrânia. Os russos que chegam à
Ucrânia para matar ucranianos, como civis e crianças que viviam em paz e
que não são nazis… Esta ideologia pertence não à Ucrânia, mas à
Rússia”, sentenciou.