“Em democracia há sempre alternativa e o vento da mudança já começou a soprar", diz IL

25 de Abril

25 de abr. de 2023, 12:09 — Lusa /AO Online

“Se hoje Portugal se apresenta mais anoitecido do que queríamos, mais triste do que merecíamos, mais estreito do que sonhávamos, é porque alguém que não fez o suficiente”, criticou Rui Rocha na primeira intervenção como presidente da IL na sessão solene comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República.Dizendo “não a todos as tentativas de cercear a liberdade”, Rui Rocha diz “sim ao país”, considerando que “os diagnósticos estão feitos sobre o longo ciclo de decadência socialista que condena os portugueses a empobrecer ou a emigrar”.“Em democracia há sempre alternativa e o vento da mudança já começou a soprar em Portugal”, defendeu.Para o líder da IL, “onde realmente se constrói alternativa é na afirmação de soluções que opõem a confiança ao medo, a esperança ao conformismo, a exigência ao facilitismo, a excelência à mediocridade, a urgência da acção à negligência, o crescimento económico à estagnação, a sede de futuro ao atavismo, as oportunidades ao nepotismo e ao determinismo social”.Recordando que a liberdade foi conquistada “a pulso”, Rui Rocha reiterou que “o 25 de Abril não tem donos” e, caso tivesse, não se “cumpriria a vontade de devolver o país a todos os portugueses”, motivo pelo qual os liberais vão desfilar hoje na Avenida da Liberdade.O líder da IL expressou, no 25 de Abril, “o desejo de liberdade para os povos que vivem na opressão”, dando como exemplo a China, o Irão, o Afeganistão, Cuba ou Venezuela.“Liberdade para a Ucrânia, que sofre há 15 meses as atrocidades de uma guerra imposta pelo ímpeto imperialista de Moscovo. É por isso que o Presidente Lula da Silva não devia ter sido recebido para estar na Assembleia da República neste dia”, criticou.A intervenção de Rui Rocha terminou com um repto: “25 de Abril sempre, Liberdade sempre e Alternativa sempre!”.