Elisa Ferreira aponta papel que Portugal pode ter na nova agenda europeia
Crise/Energia
22 de jul. de 2022, 11:01
— Lusa/AO Online
“Há
aqui uma agenda energética que pode levar a que, durante dois anos, um
ano e meio, enquanto se fazem as agendas alternativas – e Portugal tem
também uma agenda própria importante – se pense que, se a dependência
geoestratégica está no leste e no norte da Europa, então viremo-nos para
o sul e para o oeste”, afirmou a comissária europeia durante a CNN
Portugal Summit, promovida hoje no Porto pela CNN Portugal para debater
os fundos europeus e as oportunidades e desafios que decorrem da
aplicação do Plano de Resolução e Resiliência (PRR).Para
Elisa Ferreira, Portugal pode e deve aproveitar as oportunidades
geradas por esta nova agenda energética que está a ser debatida na União
Europeia e que foi precipitada pela invasão russa da Ucrânia e pelas
ameaças de corte no abastecimento de gás proveniente da Rússia.“Vejamos
em que medida é que podemos, neste momento, desbloquear alguns acessos -
quer de energias renováveis, quer de energias mais limpas e, até, de
fontes alternativas de gás, através de gasodutos, de LNG [gás natural
liquefeito, do inglês ‘liquefied natural gas’] e de outras tecnologias -
mas a partir do oeste”, sustentou.“Daí
que haja aqui uma agenda que Portugal, Espanha e a Itália estão a
desenvolver, também com as ligações, por exemplo, à Argélia e ao Norte
de África. Portanto, há aqui um papel que talvez seja possível nós
fazermos”, acrescentou a comissária.