Elétrica dos Açores prevê investir 181 ME em energias renováveis até 2026
27 de jan. de 2022, 15:34
— Lusa/AO Online
De acordo com o Plano Estratégico
Plurianual e Orçamento para 2022, consultado pela Agência Lusa,
estima-se que, a partir de 2026, seja reduzida a emissão de cerca de 304
mil toneladas por ano de gases com efeito de estufa face aos
investimentos em energia verde.Os
responsáveis pela elétrica açoriana, grupo de capitais mistos, referem
que está previsto “um extenso plano de novos empreendimentos em
aproveitamentos de energias renováveis e sistemas de reserva rápida do
tipo BESS (baterias), de que resulta um investimento total de cerca de
181 milhões de euros, e que, no atual estado de desenvolvimento das
tecnologias conhecidas, maximiza a penetração de produção renovável nos
pequenos e isolados sistemas elétricos dos Açores”.A
EDA vai recorrer a fundos comunitários para os sistemas de reserva
rápida tipo BESS (baterias), a instalar nas ilhas Terceira e São Miguel,
orçado em 31,7 milhões de euros, a partir do Plano Operacional dos
Açores 2014-2020, a par de 22,5 milhões provenientes do Plano de
Recuperação e Resiliência (PRR) para as restantes ilhas.Fica de fora a Graciosa, “em virtude de, nesta ilha, estar já em exploração o projeto desenvolvido pela Graciólica”.O
grupo prevê que este investimento “possa potenciar o aumento, em 2026,
da parcela correspondente à emissão com base em energias renováveis, de
cerca de 34%, estimado para 2021, para próximo dos 56%, no total dos
Açores”.“Se se incluir a componente
prevista de energia elétrica produzida a partir da incineração de
resíduos, aquele valor poderá ascender a cerca de 61% e, caso surjam,
entretanto, mais produtores independentes de energias renováveis - e ou a
produção distribuída venha a ter um impacto significativo nos próximos
anos -, este poderá mesmo ser ultrapassado”, refere-se no documento.
A EDA estima que com o seu plano de investimentos possa evitar a
emissão de cerca de 134 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.O
objetivo é que, “a partir do ano 2026, seja possível evitar a emissão
de um total de cerca de 304 mil toneladas por ano de gases com efeito de
estufa”.Os proveitos da EDA deverão
ascender a 244 milhões de euros em 2022, dos quais 85% resultarão de
vendas de energia elétrica e da compensação tarifária relativa ao
processo de convergência dos preços entre a região e o continente, de
acordo com o documento.Prevê-se que as
prestações de serviços totalizem cerca de nove milhões de euros,
contribuindo para um volume de negócios consolidado de 241 milhões.O grupo deverá apresentar, em 2022, um resultado operacional na ordem dos 14 milhões.O
resultado líquido do exercício deverá ascender a cerca de 8,3 milhões
de euros, em 2022, segundo as previsões da empresa refletidas no
documento.