Eletrão encaminhou para reciclagem mais 25% de pilhas e baterias em 2025
Hoje 10:36
— Lusa/AO Online
A Electrão disse ainda que foram valorizadas 1.369 toneladas destes resíduos.Segundo
dados da associação, em 2025 a rede Eletrão disponibilizava também 10
mil pontos de recolha em todo o país, mais 572 do que no ano anterior,
tendo a recolha de baterias industriais liderado, com um crescimento de
26%, enquanto as baterias de veículos elétricos representaram já um por
cento do total. No que respeita às
baterias industriais, principalmente provenientes de atividades
empresariais e que no ano passado registou um aumento de 26%, a recolha e
reciclagem destes dispositivos aumentou das 957 para as 1.201
toneladas, adianta a organização.Relativamente
às chamadas “pilhas portáveis” (usadas em equipamentos elétricos do
dia-a-dia, como comandos, brinquedos, entre outros), a rede Eletrão
recolheu e enviou para reciclagem mais 17% do que no ano anterior,
registando um crescimento de 412 para 481 toneladas. As
baterias de veículos elétricos e as baterias de meios de transporte
ligeiro, como bicicletas elétricas e trotinetes, representam já 1% do
material recolhido, referem os dados, acrescentando que no total foram
recolhidas 23,3 toneladas de baterias destas formas de mobilidade “que
já tem grande expressão, sobretudo nas zonas urbanas, com tendência a
intensificar-se”.De acordo com o diretor
de Elétricos e Pilhas do Eletrão, Ricardo Furtado, citado em comunicado,
“estes resultados são fruto do esforço operacional, mas constituem
também um sinal claro de que Portugal está a posicionar-se para
responder ao maior desafio europeu da próxima década — a autonomia em
termos de matérias-primas críticas”.Os
dados apontam que em 2025 a rede Eletrão continuou a crescer, com um
aumento de 25% dos postos de recolha (10.307 em todo o país), mais 572
do que em 2024.“O aumento do número de
locais de recolha - que podem ser consultados em www.ondereciclar.pt – é
fundamental para os resultados alcançados, o que só tem sido possível
em colaboração com municípios, distribuição, empresas e instituições,
operadores de gestão de resíduos”, refere a Eletrão, lembrando que
“todas as lojas que comercializam estes produtos têm que assegurar a
retoma das pilhas e baterias entregues pelos cidadãos e este constitui
um canal com grande potencial”.“As pilhas e
baterias não são apenas resíduos: são fontes de lítio, cobalto e outros
materiais de que a Europa depende. Recuperá-los, mais do que uma boa
prática ambiental, é uma estratégia geopolítica”, lembra, sublinhando
que “também por este motivo”, o regulamento europeu das matérias-primas
críticas coloca a reciclagem como prioridade estratégica. A
União Europeia quer “garantir que 25% das matérias-primas críticas vêm
da reciclagem, o que pressupõe a necessidade de identificar, separar e
processar resíduos que, até agora, se perdiam em fluxos convencionais”,
afirma a Eletrão, exemplificando que baterias de iões de lítio, por
exemplo, contêm materiais valiosos que antes ficavam “diluídos” em
metais comuns como ferro, alumínio ou aço.As
pilhas e baterias, sobretudo as de iões de lítio, presentes em cada vez
mais equipamentos do quotidiano, representam um risco significativo de
incêndio quando danificadas, incorretamente armazenadas ou descartadas,
alerta.