Elementos das forças de segurança realizam vigília a 21 de outubro em Belém
30 de set. de 2022, 19:04
— Lusa/AO Online
Os
elementos das forças e serviços de segurança pretendem com esta vigília
em Belém apelar ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa,
para que exerça o seu poder de influência junto do Governo no sentido da
alteração dos vencimentos, disse à Lusa o secretário nacional da
Comissão Coordenadora Permanente (CCP), César Nogueira.
A realização da vigília foi decidida hoje durante uma reunião, no
Porto, da CPP dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e
Serviços de Segurança.César Nogueira
avançou que a questão dos salários é transversal a todas as polícias,
que exigem por isso que o Orçamento do Estado (OE) para 2023 contemple
verbas para atualizar os vencimentos das forças e serviços de segurança.“A
questão dos vencimentos é a principal e a que afeta todas as polícias”,
disse, dando como exemplo a GNR, em que desde 2009 não há uma alteração
da tabela remuneratória, e a PSP, que desde 2015 não vê aumentos
salariais.Os polícias admitem mais ações
de protestos em conjunto, estando já decidida a realização de uma
manifestação junto à Assembleia da República, em Lisboa, durante a
discussão do OE, caso não contemple aumentos salariais para as forças e
serviços de segurança, disse César Nogueira.O
secretário nacional da CPP disse ainda que estes protestos em conjunto
são independentes das iniciativas que cada estrutura vai realizar
individualmente, como é o caso da Associação dos Profissionais da
Guarda, Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e do sindicato
dos guardas prisionais, que têm ações marcadas.Fazem
parte da CCP a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR),
Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Associação
Socioprofissional da Polícia Marítima, Sindicato da Carreira de
Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras,
Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional e Associação Sindical
dos Funcionários da ASAE.