Elementos das forças de segurança pedem reunião ao primeiro-ministro e admitem protestos
6 de jul. de 2022, 12:54
— Lusa/AO Online
A Comissão Coordenadora
Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das
Forças e Serviços de Segurança esteve reunida na terça-feira, no Porto, e
decidiu pedir uma reunião a António Costa, por considerar que as várias
estruturas e sindicatos são tutelados por diferentes ministérios e não
tem existido a postura de diálogo prometida pelo Governo.César
Nogueira, secretário nacional da CCP e presidente da Associação dos
Profissionais da Guarda (APG/GNR) disse à Lusa que o pedido de reunião
com o primeiro-ministro já foi feito hoje e lamentou que, das seis
estruturas que pertencem à CCP, apenas duas foram recebidas pelo
ministro da respetiva tutela, designadamente a Associação Sindical dos
Profissionais da Polícia (ASPP) e sindicato dos inspetores do SEF, que
tiveram encontros com o ministro da Administração Interna.César Nogueira lembrou a José Luís Carneiro que “há coisas mais importantes do que festas e entrega de medalhas”.“Os
profissionais das forças de segurança não estão dispostos a aceitar com
passividade a atual situação, motivo pelo qual, considerando que estão
envolvidas várias tutelas, solicita uma reunião com urgência ao
primeiro-ministro. A CCP faz votos para que o Governo cumpra a sua
promessa de postura dialogante, pois caso contrário, a breve trecho,
formas de protesto surgirão, já a partir de setembro”, refere aquela
estrutura, em comunicado.O secretário
nacional da CCP precisou que em causa estão questões como a atualização
das tabelas remuneratórias, melhoria das condições de trabalho e a
indefinição do futuro dos inspetores do SEF com a extinção deste
serviço.César Nogueira recordou que os
vencimentos dos profissionais das forças e serviços de segurança não têm
sofrido qualquer alteração, existindo polícias que não são aumentados
há mais de 10 anos. Em comunicado, aquela
estrutura composta por sindicatos da PSP, SEF, guardas prisionais, ASAE e
associações profissionais da GNR e Polícia Marítima considera
“inadmissível” que o Governo não tenha garantido a necessária
valorização remuneratória dos profissionais das forças e serviços de
segurança e sentem que a sua missão “tem sido desvalorizada”.“A
desmotivação tem sido uma constante, sobretudo num quadro em que há uma
objetiva carência de efetivos com funções operacionais e mesmo uma
gestão desadequada dos recursos existentes a que se somam as deficientes
condições de serviço”, refere a CCP, manifestando “profundo desagrado”
com a falta de diálogo entre as tutelas e as estruturas representativas
das força e serviços de segurança que, na sua maioria, estão “a ter o
silêncio como resposta aos seus pedidos de reunião”.A CCP sublinha ainda que é urgente que a profissão seja considerada de risco e desgaste rápido.Fazem
parte da CCP a Associação dos Profissionais da Guarda, Associação
Sindical dos Profissionais da Polícia, Associação Socioprofissional da
Polícia Marítima, Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização
do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Sindicato Nacional do Corpo da
Guarda Prisional e Associação Sindical dos Funcionários da ASAE.