Elementos da PSP e GNR no Qatar para apoiar autoridades locais
Mundial2022
18 de nov. de 2022, 20:21
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a PSP
adianta a delegação pretende dar sequência “ao intenso e estreito
trabalho de apoio às autoridades qataris” concretizado pela PSP,
especialmente nos últimos dois anos.A
delegação policial é liderada pelo Superintendente João Carlos Filipe
Ribeiro, diretor do Departamento de Informações Policiais da PSP, e é
composta por oito operacionais, dos quais seis polícias da PSP e dois
militares da GNR.O modelo de cooperação
assentará em duas dimensões, uma das quais através da presença de
polícias no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), para o
desempenho de funções relacionadas com a inteligência policial e a troca
de informações desportivas.Assenta
igualmente, segundo a PSP, “numa perspetiva de terreno, através do
empenhamento de polícias com funções de ‘spotting’, traduzindo-se na
ligação direta com os adeptos, criando a ponte entre as autoridades
locais e os adeptos portugueses bem como prestação de a assessoria aos
comandantes de policiamento qataris”.De
acordo com a PSP, a presença no CCPI é assegurada por polícias
especializados na cooperação policial internacional, designadamente o
Coordenador do Ponto Nacional de Informações sobre Desporto (PNID) e um
analista de informações desportivas.A PSP
diz que são esperados cerca de 1.000, 1.700 e 1.300 adeptos portugueses
nos jogos com o Gana, Uruguai e Coreia do Sul, respetivamente.Na
nota, a PSP esclarece também que a equipa de ‘spotters’ portugueses irá
promover o contacto direto com as forças de segurança nos locais onde a
Seleção Nacional disputar as partidas, auxiliando no policiamento e
promovendo a comunicação entre os adeptos portugueses e as autoridades.“Paralelamente,
a delegação policial manterá um contacto constante com a Federação
Portuguesa de Futebol e com a Embaixada Portuguesa em Doha, na procura e
garantia de resposta e apoio às solicitações dos adeptos portugueses”, é
indicado na nota.A PSP lembra que desde
2004, data em que o Europeu de Futebol UEFA foi realizado em Portugal,
que ”este procedimento é uma realidade, numa estratégia de cooperação
internacional e de apoio às autoridades do(s) país(es) que acolhem o
evento, mitigando o risco de episódios de violência associada ao
fenómeno desportivo e garantindo, simultaneamente, de forma proativa uma
abordagem apoio e hospitalidade aos adeptos nacionais que se deslocam
para assistirem aos eventos desportivos”.