Eleitores em Portugal tiveram regras mais fáceis de voto antecipado
EUA/Eleição
2 de nov. de 2020, 11:24
— Lusa/AO Online
A
ministra conselheira da embaixada dos EUA em Lisboa, Kristin Kane,
divulgou nas últimas semanas um vídeo com um apelo ao voto aos
norte-americanos com residência em Portugal, dizendo-lhes que nunca como
agora foi tão fácil aos eleitores no estrangeiro exercer o direito de
escolha à distância.Para as eleições
presidenciais dos EUA, marcadas para terça-feira, mais de 80 milhões de
pessoas votaram antecipadamente, por correio ou presencialmente, batendo
um recorde de afluência que sobe as estimativas para que a abstenção
seja a mais baixa de sempre na história recente dos Estados Unidos.Com
a pandemia a levar muitos eleitores a votar antecipadamente, as
autoridades norte-americanas tentaram agilizar o modo de votação por
correspondência, beneficiando também os cidadãos que vivem no
estrangeiro, alargando prazos de votação e facilitando a forma de
inscrição.No vídeo de apelo ao exercício
de voto, Kristin Kane apela ao voto e diz que houve um esforço do seu
Governo por tornar o exercício de democracia fora de fronteiras mais
fácil, para as presidenciais.“O ano de
2020 tem sido difícil, sobretudo por causa da pandemia de covid-19, que
nos afeta a todos. Mas votar não precisa de ser um problema. Na
realidade, nunca foi tão fácil, graças ao Programa Federal de
Assistência ao Voto”, explica Kane, no vídeo divulgado junto da
comunidade de cidadãos norte-americanos a viver em Portugal.Este
programa montou uma operação para facilitar o envio de votos, num ano
eleitoral em que muitos norte-americanos escolhem votar antecipadamente,
por causa da pandemia.Aos eleitores,
basta registarem-se para voto antecipado e pedir o voto de ausência,
através de um formulário especial para cidadãos norte-americanos a viver
no estrangeiro, podendo enviar o seu voto por carta, embora alguns
Estados aceitem o envio por fax ou mesmo por correio eletrónico (embora
possam pedir mais tarde o comprovativo em papel).Os
eleitores enviam o voto para o Estado em que viviam antes da sua
ausência para o estrangeiro ou, no caso de nunca terem vivido nos
Estados Unidos, o local de voto será o Estado em que vivam os seus
familiares mais próximos.Todos os votos
devem ser enviados por correspondência (física ou eletrónica), não
havendo em Portugal um posto de deposição de votos, embora seja possível
depositar o boletim de voto à distância na embaixada dos Estados Unidos
em Lisboa (para serem reenviados para os centros de recolha de votos
antecipados).A embaixada dos EUA em Lisboa
disse à Lusa que estima que vivam em Portugal cerca de 26.000
norte-americanos, embora não tenha dados rigorosos sobre o número de
eleitores ativos (já que alguns são menores de idade).