Eleições para a Associação de Turismo dos Açores sem candidatos
10 de mar. de 2022, 12:45
— Lusa/AO Online
O
período de apresentação de candidaturas terminou na segunda-feira e o
atual presidente, Carlos Morais, de acordo com os estatutos, terá que se
manter em funções até à convocação de novas eleições.Segundo a fonte da Lusa, um novo ato eleitoral deverá ocorrer em finais de abril.A
ATA é uma associação que visa "promover o destino Açores, como destino
turístico de natureza, com uma forte componente experiencial, nos
mercados emissores estratégicos, por forma a aumentar de forma
sustentada o volume de dormidas em todas as ilhas dos Açores, bem como o
aumento de receitas para todos os ‘stakeholders’ do setor".Na
sequência da sua decisão de não se recandidatar - uma vez que foi
eleito vice-presidente da Câmara Municipal da Horta, na ilha do Faial -,
o presidente da ATA apresentou a 28 de fevereiro cumprimentos de
despedida ao presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro.Carlos
Morais, que deixa a presidência do organismo dois anos e meio depois de
tomar posse, referiu que encontrou uma dívida à banca de cerca de nove
milhões de euros, sendo esta, “neste momento”, de 3,8 milhões.O
presidente da ATA afirmou que, em termos de fornecedores, existiam
valores em dívida desde 2014, sendo o montante de quatro milhões de
euros.“Fechámos
o ano de 2021 com uma dívida que tem a ver com a SATA, já muito antiga.
Mas, se tiramos isso, que já vem desde 2013, são cerca de 200 mil euros
de dívida a fornecedores porque os próprios não apresentaram a certidão
da Segurança Social e das Finanças obrigatório para os pagamentos”,
disse Carlos Morais.Antes
da sua chegada, a ATA foi alvo de buscas por suspeitas de “fraude para a
obtenção de subsídio, peculato, falsificação de documentos e
participação económica em negócio” e ainda de abuso de poder, ainda na
vigência do anterior governo regional, em 2019.Carlos
Morais proponha-se no seu mandato colocar "ordem na casa" e "pacificar"
a ATA, depois das buscas que a Polícia Judiciária efetuou na
associação, tendo sido constituídos cinco arguidos, entre os quais o
então presidente Francisco Coelho.A
lista que Carlos Morais apresentou na altura era “mais um passo" na
estabilidade da associação, que além de estar sob investigação judicial,
por alegadas irregularidades de gestão, deixou de ter o Governo
Regional e a companhia aérea SATA como parceiros.As
contas de 2018 revelam um valor negativo de 1,5 milhões de euros
resultante da gestão da direção anterior a Carlos Morais, atingindo o
passivo total cerca de 13 milhões.