Eixo Atlântico quer exceção de teste negativo nas fronteiras Galiza/Norte de Portugal
Covid-19
12 de nov. de 2020, 14:43
— Lusa/AO Online
"Solicitamos
ao seu Ministério, no caso de estender a norma para além dos portos e
aeroportos, que considere excecional a situação da eurorregião Galiza -
Norte de Portugal, de modo a permitir a continuidade das nossas
atividades sociais e económicas dentro das limitações que a pandemia,
principalmente, a prevenção da mesma e o bom senso aconselham", refere a
carta enviada pelo Eixo Atlântico a Salvador Illa Roca.Espanha
vai passar a exigir a partir de 23 de novembro a apresentação de um
teste PCR negativo realizado 72 horas antes da chegada a um aeroporto ou
porto do país de um viajante vindo de países de risco.Na
quarta-feira, o Ministério da Saúde espanhol anunciou que as agências
de viagens, operadores turísticos e empresas de transporte aéreo ou
marítimo, e qualquer outro agente que venda bilhetes, devem passar a
informar desta nova exigência os passageiros de países considerados de
risco da pandemia de covid-19 cujo destino final seja um aeroporto ou
porto espanhol".Hoje, o Eixo Atlântico,
presidido pelo autarca de Braga, Ricardo Rio, pediu ao Governo espanhol
que considere a atribuição de "discriminação positiva" aos portugueses
da região Norte. O Eixo Atlântico é uma associação que reúne 36 municípios do Norte de Portugal e da Galiza."Quero
transmitir-lhe uma situação que o seu Ministério deve levar em
consideração, pois responde às circunstâncias muito características da
Espanha. Refiro-me a Portugal, país com o qual Espanha partilha a
fronteira mais longa e estável da Europa, com relações sociais,
culturais e económicas muito fortes", refere a missiva assinada pelo
secretário-geral do Eixo Atlântico.No
documento, Xoan Mao sublinha que na eurorregião Galiza/Norte de Portugal
aquelas relações "adquirem o perfil de um território comum que, na
prática, tem muito mais afinidades quotidianas do que as que existem,
por exemplo, entre a Galiza e o Levante ou a Andaluzia". Segundo
o Eixo Atlântico, aquele relacionamento transfronteiriço é "responsável
por um fluxo constante de população, composta maioritariamente por
trabalhadores transfronteiriços, mas também por estudantes e
investigadores de universidades, por executivos e empresários, e por
cidadãos da esfera cultural, que se deslocam semanalmente ou em muitos
casos diariamente a fronteira". "Não é
necessário explicar os problemas que a aplicação desta medida, de forma
indiscriminada, causaria no desenvolvimento económico da eurorregião",
alerta.A nova medida cumpre a recomendação
europeia de 13 de outubro, que aconselhou os Estados-membros da União
Europeia a terem por base nas suas restrições de viagem na União
Europeia a situação epidemiológica, estabelecendo um código de cores por
zona.Esta medida vem juntar-se aos
controlos sanitários que já se efetuam, controlo visual e temperatura, a
todos os passageiros internacionais nos pontos de chegada a Espanha.