EDP vai investir 1.500 ME em eólica ‘offshore’ até 2025
23 de jun. de 2022, 13:32
— Lusa/AO online
“Vamos investir
cerca de 1.500 milhões de euros em projetos renováveis até 2025, isto é
a parte da EDP, portanto, Ocean Winds, como um todo, tem o nosso
parceiro [Engie] que depois investe a outra metade e isto pode
representar até cerca de 17 GW, 17.000 megawatts, de capacidade
renovável no oceano”, explicou à Lusa o presidente executivo, Miguel
Stilwell d’Andrade, a propósito da Conferência dos Oceanos das Nações
Unidas, que tem lugar em Portugal, de 27 de junho a 01 de julho, e que
conta com a participação da EDP.A
Ocean Winds é uma ‘joint venture’ criada pela EDP e a francesa Engie,
em julho de 2020, que tem como propósito o investimento em projetos
eólicos a nível global.Este
investimento está previsto no plano de negócios da empresa até 2025,
mas, segundo o presidente executivo, está a ser analisada a hipótese de
ir “mais além”, uma vez que a Ocean Winds “já conseguiu alcançar aquilo
que estava previsto no plano de negócios”.“[O
eólico ‘offshore’] claramente é uma das áreas que está a crescer mais,
está a ser mais difícil fazer eólica ‘onshore’ [em terra], até por
questões ambientais e, às vezes, alguma resistência por comunidades
locais, e, nesse sentido, o ‘offshore’ tem bastante mais potencial”,
afirmou o líder da EDP.Do
total de capacidade eólica ‘offshore’ prevista, cerca de cinco a sete
GW de projetos estão já em operação ou em construção até 2025, por
exemplo, na Escócia ou na Bélgica.A empresa tem também mais cinco a 10 GW de projetos em desenvolvimento, por exemplo, nos Estados Unidos, Coreia do Sul e França.“Nós
temos alguma experiência não só no ‘offshore’ convencional, temos mais
de 1.000 MW a funcionar, por exemplo, na Escócia e temos cerca de 600 na
Bélgica, mas temos também no flutuante, eu acho que aí nós temos um dos
projetos que é pioneiro, que é o WindFloat, perto de Viana do Castelo, é
uma tecnologia que estamos a pensar utilizar também noutros projetos”,
apontou Stilwell d’Andrade.Em
Portugal, a EDP iniciou a aposta neste tipo de tecnologia com o
desenvolvimento do WindFloat Atlantic, que permitiu a exploração do
potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40 metros,
tratando-se da primeira implantação eólica ‘offshore’ em todo o mundo
sem recurso às tradicionais estacas que são utilizadas neste tipo de
infraestruturas, e que entrou em operação em 2020.Segundo
os dados mais recentes, avançados pelo responsável, o WinFloat produziu
no total cerca de 130 gigawatts-hora (GWh), que podem abastecer mais de
100.000 habitantes e evitar a emissão de 58.000 toneladas de dióxido de
carbono (CO2).