EDP não prevê “impacto material” nas contas do próximo trimestre
Apagão
9 de mai. de 2025, 11:34
— Lusa/AO Online
Apesar de ainda não ter uma estimativa
final do impacto do corte generalizado no abastecimento elétrico, a 28
de abril, e que nos dias seguintes obrigou a gestora das redes nacionais
(REN) a cortar as importações de Espanha, o responsável não acredita
que terá grandes consequências nos resultados da elétrica.“Com
base nas informações de que dispomos, não esperamos que isso tenha
qualquer impacto material” nas contas, disse hoje o gestor em resposta a
perguntas de analistas durante a conferência telefónica no âmbito da
apresentação dos resultados do primeiro trimestre da EDP. Os lucros
subiram 21%, face ao período homólogo, para 428 milhões de euros.“Hoje,
ainda não temos uma estimativa do impacto, mas provavelmente
dividi-lo-ia em duas partes: o dia do apagão, em que não houve energia, e
a divisão do mercado, nos dias em que não houve importações de Espanha.
Mas agora já existe um fluxo de energia entre os dois países e
esperamos que esta situação esteja normalizada nos próximos dias”,
sustentou.A capacidade de interligação
entre Portugal e Espanha foi retomada na quinta-feira, 07 de maio, mas
limitada a 1.000 MW no sentido importador pelo menos até segunda-feira,
12 de maio, segundo um aviso publicado na página da REN - Redes
Energéticas Nacionais. Desde o apagão
elétrico de 28 de abril que Portugal não importava eletricidade de
Espanha, medida adotada no âmbito do processo de estabilização do
sistema elétrico.Um corte generalizado no
abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, durante cerca de 10 a 11
horas, Portugal e Espanha, bem como uma parte do território de França.Aeroportos
fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes
cidades e falta de combustíveis foram algumas das consequências do
apagão.A Rede Europeia de Gestores de
Redes de Transporte de Eletricidade anunciou a criação de um comité para
investigar as causas deste apagão, que classificou como “excecional e
grave”, e que deixou Portugal e Espanha às escuras.